Brasil perde e escapa de levar goleada
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quinta-feira, 07 de junho de 2001
Agência EstadoDe Suwon, na Coréia do Sul 
A campanha ridícula do Brasil na Copa das Confederações já era prevista e a derrota por 2 a 1 para a França apenas confirmou o óbvio: o time que Emerson Leão levou para o torneio é muito ruim e não tem condições de representar o País. Para disputar uma semifinal com a França, o Brasil empatou duas vezes, com duas seleções inexpressivas, Canadá e Japão. Ontem, no Estádio de Suwon, na periferia de Seul, a equipe até que se esforçou e acabou tendo sorte. A França poderia ter-lhe aplicado uma goleada, não fossem os erros de finalização, principalmente os do atacante Anelka.
O resultado magro deixa inalterado o risco de demissão de Leão. A prova de fogo será dia 1º de julho, contra o Uruguai, em Montevidéu, pelas eliminatórias do Mundial de 2002. Se perder, deve dar adeus à seleção. Mas o Brasil ainda tem um compromisso pela Copa das Confederações. Vai viajar 600 quilômetros para Ulsan, interior da Coréia do Sul, a fim de disputar amanhã o terceiro lugar da competição com a Austrália, que perdeu para o Japão por 1 a 0 na outra semifinal.
O time do Brasil começou mal o jogo, nervoso, errando passes curtos. O lateral Léo e o meia Fábio Rochemback estavam tensos e não conseguiam acertar. A situação piorou aos 6 minutos. Robert Pires chutou de fora da área e Dida espalmou a bola para escanteio. Após a cobrança, Patrick Vieira cabeceou para trás e novamente Pires completou, sem marcação, abrindo o placar.
O jogo poderia ficar bem mais complicado para o Brasil se Anelka não desperdiçasse chance incrível, num contra-ataque rápido. No lance seguinte, aos 29 minutos, Ramón cobrou falta com perfeição e empatou. A superioridade da França, porém, era inegável e a equipe de Roger Lemerre sobrava em campo, com ótimas atuações de Vieira e Pires. No Brasil, Leomar continuava lento e sem criatividade e Zé Maria, Washington e Leandro erravam em excesso.
O gol de cabeça de Desailly, aos 8 do segundo tempo, alterou tudo de novo. O Brasil foi à frente, desorganizado mesmo, e praticamente não deu mais trabalho ao goleiro. Vampeta entrou no lugar de Leandro e melhorou o toque de bola e os lançamentos para Washington, que nem dominava a bola. Enquanto isso, nos contra-ataques, a França parecia bem próxima do terceiro gol. Anelka, duas vezes, Vieira e Wiltord poderiam ter feito mais gols.


