Doha - O Brasil não resistiu à "legião estrangeira" do Catar e estreou nesta quinta-feira no Mundial de Handebol Masculino com uma derrota por 28 a 23 que compromete as chances de classificação para a segunda fase e mais ainda as de avançar em terceiro lugar para não cruzar com a favorita Croácia logo na primeira partida eliminatória.
Entre os sete atletas naturalizados para defender o time da casa, o grande destaque foi goleiro bósnio Danijel Saric, que atua no Barcelona. Ele foi eleito o melhor do jogo por ter feito 20 defesas, algumas delas em lances que poderiam ter mudado o andamento da partida - o Brasil sempre ficou atrás no placar, mas algumas vezes diminuiu a diferença para apenas um gol e não chegou ao empate por causa de Saric.
"Acho que nosso maior erro foi não ter aproveitado algumas situações de ataque, ser mais agressivos. Poderíamos ter empatado, mas faltou essa recuperação e sobressaiu a figura do Saric", disse o técnico Jordi Ribera, que é espanhol.
"Em nenhum momento conseguimos passar à frente. Essa diferença de um gol no handebol pode parecer pouco, mas é um abismo", disse o goleiro Cesar, o Bombom. Ele defendeu dois tiros de sete metros.
Saric "fechou" o gol, mas o Brasil perdeu também porque fez um início de jogo ruim e sofreu muitos gols quando tinha um homem a menos na quadra por punição. Além de Saric, outros estrangeiros que se destacaram pelo Catar foram o montenegrino Markovic (autor de cinco gols) e o francês Roine, que foi campeão mundial por seu país em 2011 e nesta quinta marcou três vezes.
O próximo jogo, neste sábado, é contra a atual campeã do mundo, a Espanha. "Vai ser um confronto muito complicado, mas acho temos de tentar e, aconteça o que acontecer, temos de evoluir", afirmou Jordi Ribera. Os outros integrantes da chave são Eslovênia, Bielo-Rússia e Chile.

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