Brasil pega Irã, Itália e Ucrânia na 2 fase do Mundial
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quinta-feira, 09 de outubro de 2008
Agência Estado 
Rio de Janeiro - Ucrânia e Irã vão completar o Grupo E, o do Brasil, na segunda fase do Mundial de Futsal. A formação das chaves foi definida ontem, com os quatro jogos da última rodada da primeira fase. No Grupo C, a Ucrânia ficou com o primeiro lugar, superando a Argentina no saldo de gols. E o Irã levou a segunda vaga no Grupo D, ao derrotar de maneira até surpreendente a boa seleção da República Checa.
Em Brasília, os iranianos bateram os checos por 3 a 2 e confirmaram a condição de grande zebra do Mundial, o que já tinham conseguido ao empatar por 3 a 3 com a Espanha, na estréia. No outro jogo do Grupo D, no Rio, a Espanha não teve uma apresentação brilhante, mas venceu o Uruguai por 3 a 0 e confirmou o primeiro lugar da chave, com os mesmos 10 pontos do Irã, mas melhor saldo: 10 a 5. Os espanhóis ficam no Grupo F, em Brasília, com Rússia (rival da estréia, no sábado), Paraguai e Argentina.
A Ucrânia ficou com a liderança do Grupo C ao derrotar a China por 4 a 2. A Argentina sofreu para derrotar a Guatemala por 2 a 1 e acabou atrás da Ucrânia, com 10 pontos e 8 gols de saldo, contra 10 dos europeus. A Argentina estréia contra o Paraguai, no sábado, pela segunda fase.
O grupo do Brasil - com Irã, Itália e Ucrânia - foi considerado forte pelos atletas da seleção brasileira. A Itália, vice-campeã do mundo e da Europa, será o adversário mais complicado, em tese. ''É uma grande seleção'', elogiou Schumacher. ''A gente sabe que eles vão complicar para muita gente neste campeonato.''
Para Falcão, a grande surpresa foi a eliminação de Portugal, que era dado com um adversário certo na segunda fase. Para ele, ficou claro que a Itália entregou o jogo para o Paraguai na derrota por 4 a 2, na quarta-feira, com o intuito de desclassificar um dos candidatos ao título de cara e enfrentar o Brasil em fase menos decisiva que a semifinal. ''Vi o jogo e foi triste'', resumiu o ala. ''Uma situação que para o esporte não é boa. Eles (os italianos) usaram o regulamento, mas me coloquei um pouco no lugar de Portugal. É uma equipe que se preparou por quatro anos, uma das candidatas ao título, que fica fora.''
Os demais jogadores brasileiros preferiram não opinar diretamente, mas estava explícito no rosto o que pensavam. Schumacher, que já havia criticado os italianos por terem a seleção toda formada por jogadores nascidos no Brasil, só não quis dar razões para aumentar a rivalidade da partida de domingo. ''A Itália é problema deles'', declarou.


