Brasil pega Colômbia com 4 mudanças
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quarta-feira, 18 de junho de 1997
Agência Folha Santa Cruz de la Sierra 
Denílson no lugar de Djalminha. O que seria uma simples substituição tem uma conotação de volta ao passado para a seleção brasileira, que hoje enfrenta a Colômbia, no estádio Ramón Aguilera Costas, em Santa Cruz de La Sierra, às 21h35 (de Brasília), na última rodada do Grupo C da Copa América. Um empate garante para o Brasil o primeiro lugar em seu grupo e a permanência em Santa Cruz de la Sierra até as semifinais. O Brasil terá mais três alterações: Gonçalves, Mauro Silva e Zé Roberto nos lugares de Célio Silva, Flávio Conceição e Roberto Carlos.
A troca indica que o técnico Mario Jorge Zagalo abandonou definitivamente o esquema 4-3-1-2 (quatro zagueiros, três meias, um meia-atacante e dois atacantes), idealizado por ele, e voltou ao tradicional 4-4-2, vitorioso na Copa dos EUA, em 1994, quando o treinador era Carlos Alberto Parreira. O 1 de Zagalo teria o objetivo de municiar o ataque e ajudar na marcação. Porém, Djalminha e Giovanni, convocados para a posição, não estavam conseguindo realizar a função. Estávamos tendo dúvidas no posicionamento quando perdíamos a bola.
A prova definitiva para o treinador da pouca eficiência de seu sistema foi na partida da última segunda-feira, contra o México. No primeiro tempo, com Djalminha e o 4-3-1-2 em campo, a seleção tomou dois gols. Na segunda etapa, com Denílson e o 4-4-2, seleção marcou três gols. Temos que nos preocupar com a pior parte, que é quando somos atacados, afirmou o treinador.
Uma palestra, com explicação na lousa, usando peças de futebol de botão. É assim que o técnico da seleção brasileira, Zagalo, tentará corrigir as falhas crônicas do sistema defensivo do time. É mais uma tentativa de fazer os jogadores entenderem o que eu quero. Eles precisam aprender a defender. Não podem levar tanto tempo para assimilarem isso. É o bê a bá do futebol, afirmou. Zagalo disse que não adiantaria fazer treino tático no campo para corrigir o posicionamento da zaga.
O treinador dará três instruções básicas para o jogo. Os zagueiros devem marcar os atacantes adversários sem dar espaço, os laterais devem se juntar aos homens do meio quando o Brasil perder a bola e os volantes devem jogar mais adiantados. O técnico justificou a entrada de Gonçalves no lugar de Célio Silva: Estou em fase de observação. Disse ao Célio que ele já teve sua oportunidade e que eu testaria outro. Preciso sair da Copa América com uma idéia definida sobre os zagueiros da seleção.
Zé Roberto e Mauro Silva substituem Roberto Carlos e Flávio Conceição (ambos suspensos). Sobre Denílson, Zagalo disse que se trata de uma exceção no futebol brasileiro. Ele é como um antigo ponta-esquerda, driblador, e também tem condição física para marcar, com um atleta moderno, fazendo dupla função.FICHA TÉCNICA


