Agência Estado
Wanderley Luxemburgo e o consultor-técnico Candinho já trabalharam no futebol árabe e sabem bem o que espera a seleção brasileira na partida contra a Arábia Saudita neste domingo, pelas semifinais da Copa das Confederações. Apesar do técnico da seleção adversária ser um checo, Milan Macala, a Arábia Saudita mantém o estilo desenvolvidos pelos técnicos brasileiros que invadiram o mundo árabe nos anos 80 em busca dos petrodólares.
Pelo que jogou nas últimas duas partidas a seleção brasileira terá que caprichar um pouco mais se não quiser ser surpreendida. Contra os Estados Unidos na quarta-feira, a partida foi sofrível. Anteontem à noite, contra a Nova Zelândia, a equipe do técnico Wanderley Luxemburgo, que sofreu várias mudanças em sua formação inicial, conseguiu ser pior. Com um futebol feio e bastante vaiado pelos torcedores mexicanos, os brasileiros venceram o fraco adversário por apenas 2 a 0, gols, ao menos, bonitos, de Marcos Paulo e Ronaldinho.
Os brasileiros fecharam a primeira fase como vencedor Grupo B, com nove pontos, um aproveitamento de 100%. Na outra partida da semifinal, o México enfrenta os Estados Unidos.
A Arábia Saudita classificou-se em segundo lugar do Grupo A graças à goleada imposta sobre o Egito por 5 a 1, na última quinta-feira. A seleção árabe estreou perdendo para o México também por 5 a 1, empatou com a Bolívia na segunda rodada por 0 a 0 e chegou a vitória pelo largo placar sobre os egípcios depois que o time adversário teve três jogadores expulsos. ‘‘Até a seleção de Trinidad e Tobago ganha do Brasil se a gente jogar com três homens a menos’’, avalia Candinho, que foi técnico da seleção da Arábia Saudita em 1993 durante as Eliminatórias para a Copa do Mundo dos Estados Unidos.
Naquela ocasião, Candinho pediu demissão do cargo na última partida, contra o Iraque, porque o príncipe árabe começou a interferir na escalação da equipe e exigir a substituição do goleiro no meio do jogo. ‘‘O goleiro é esse que está aí, o Al Deayea, que inclusive é o capitão do time’’, sorri Candinho, orgulhoso por desobedecer as ordens reais.
O goleiro e os três zagueiros são os mesmos da época do ex-treinador. Al Deayea, Zubromawi, Al Jahrani e Al Dawod estiveram com Candinho nas Eliminatórias e formam a base experiente da equipe. O meio-de-campo e o ataque da seleção árabe está sendo renovado pelo técnico Macala, que está há três meses no cargo.

FICHA TÉCNICA
Brasil
Dida; Evanílson, Odvan, João Carlos e Serginho; Vampeta, Émerson, Flávio Conceição e Zé Roberto; Ronaldinho e Christian. Técnico: Wanderley Luxemburgo

Arábia Saudita
Al Deayea; Al Jahani, Zubromawi e Al Dawod; Harthi, Al Harbi, Al Shahrani, Al Subaie e Sulimane; Al Otaibi e Al Temyat. Técnico: Milan Macala

Árbitro: não divulgado
Estádio: Jalisco, em Guadalajara
Horário: 17 horas (de Brasília)

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