A seleção brasileira feminina de vôlei estréia na madrugada de sábado nas quartas-de-final do Campeonato Mundial do Japão contra a Holanda, em Nagoya. A partida está marcada para as 4 horas de Brasília e terá transmissão pela TV Globo. Na sequência, a equipe dirigida pelo técnico Bernardinho enfrenta as seleções do Japão e do Peru, no domingo e na segunda-feira.
O Brasil encerrou ontem sua participação na primeira fase do torneio, vencendo com muita facilidade a Alemanha por 3 a 0, com parciais de 15/1, 15/4 e 15/3, em apenas 51 minutos. O resultado deixou o Brasil em segundo lugar no Grupo C, com duas vitórias (sobre República Dominicana e Alemanha) e uma derrota (para a Rússia). A equipe deixa hoje a cidade de Matsumoto em direção a Nagoya.
As seleções do Brasil e da Holanda fizeram quatro amistosos como preparação para o Mundial por cidades do Nordeste. As brasileiras venceram os quatro jogos, perdendo apenas dois sets. A seleção holandesa tem duas jogadoras - Cintha Boersma (Rexona) e Ingrid Visser (MRV) - que jogam na Superliga nacional e conhecem bem as atletas brasileiras.
A vitória de ontem deu novo ânimo à seleção brasileira, que teve sua melhor atuação no campeonato e mostrou ter superado o abatimento pela derrota para as russas na estréia. ‘‘Foi um resultado bom, com uma atuação que mostrou que estamos vivos na competição’’, vibrou o técnico Bernardinho.
Para ele, o Brasil atuou sem dar espaço às alemãs e teve um desempenho que levantou o moral da equipe. ‘‘O time mostrou que está a um passo de chegar à sua melhor forma’’, disse. ‘‘A Alemanha, mesmo sem ter se classificado, é superior à dominicana e mesmo assim jogamos melhor.’’
Bernardinho disse que manteve em quadra durante todo o jogo a equipe titular para dar ritmo às jogadoras. ‘‘Deixei as seis em quadra para que tivessem um treino bom’’, observou. ‘‘Sei que temos outras jogadoras que estão muito bem, como a Karin, e com quem sei que posso contar’’, disse o treinador.
O técnico brasileiro acha que a próxima fase será ainda mais difícil. ‘‘Japão e Holanda são times perigosos’’, ele prevê. ‘‘A Holanda está bem melhor do que no mês passado, quando jogou conosco no Brasil. E o Japão, jogando em casa, vai ser uma verdadeira guerra.’’
Alegria em quadra - Entre as jogadoras, o clima também era de muita confiança. A líbero Sandra lembrou que as brasileiras reencontraram a alegria de jogar. ‘‘Isso é muito importante, pois é uma característica nossa que não apresentamos contra a Rússia’’, afirmou. A capitã Ana Flávia estava tão animada que queria mais jogo: ‘‘Estava muito bom dentro da quadra, muito gostoso de jogar’’, disse. ‘‘Queria jogar mais dez sets.’’

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