Suzuka, 31 (AE) - Sexta-feira, depois de apenas três dias no Brasil, Rubens Barrichello embarca para a Europa. Destino: Maranello, Itália. Ele irá conhecer a fábrica, os diretores, engenheiros e mecânicos da sua nova equipe, a Ferrari. Rubinho irá também tirar o molde para o banco a fim de, no início de dezembro, realizar o primeiro teste com o modelo F399, o que deu, hoje, o título de construtores para a Ferrari. Michael Schumacher o elogiou depois da prova de Suzuka.
Apesar da oitava colocação no GP do Japão, Rubinho não estava triste. "O balanço do ano foi bastante positivo, estou levando apenas boas recordações da Stewart." Em 16 provas, ele conseguiu 21 pontos, terminando o Mundial na sétima colocação. Foram três pódios (terceiros lugares), uma quarta colocação e três quintos, o que lhe permitiu superar a temporada de 1994, quando pela Jordan fez 19 pontos. A respeito do próximo campeonato, Rubinho é claro: "A hora é de partir para a vitória." Schumacher comentou hoje sobre o seu novo companheiro de equipe.
"Rubens me impressinou este ano em várias ocasiões, em especial no GP do Brasil", disse. "Ele é seguramente um bom piloto; acho que será importante termos idéias novas no time." Depois Schumacher projetou sua relação com Rubinho, referindo-se a Eddie Irvine. "Daquilo que o conheço, as similaridades entre eu e Rubens são maiores", afirmou. "Ele é casado, como eu, e não solteiro, como Eddie, acho que podemos ter até vida social, o que era quase impossível com Eddie." Enquanto Rubinho olhava para trás com a gostosa sensação de "dever cumprido", segundo ele próprio, Pedro Paulo Diniz, da Sauber, revelava hoje sua frustração com as limitações da Sauber. Ele terminou o GP do Japão na 11ª colocação. "Eu esperava mais, a Sauber disputou um dos seus piores campeonatos." Mesmo assim, Diniz fez três dos cinco pontos da escuderia suíça, superando o experiente francês Jean Alesi, com quem dividiu a Sauber. "Ano que vem vamos ter um motor ainda melhor da Ferrari e, fundamentalmente, iniciar antes a preparação para o campeonato." Um dos problemas da Sauber, no início do ano, foi a falta de resistência do novo conjunto de transmissão.
Até o novato Ricardo Zonta esperava mais da estreante BAR e dele próprio este ano. Hoje ele ao menos conseguiu concluir a prova de Suzuka, ainda que na 12ª colocação. Apenas em cinco das 16 etapas o carro da BAR lhe permitiu chegar ao fim da corrida. "Meu consolo é saber que meu companheiro, Jacques Villeneuve (campeão do mundo de 1997), também não marcou um único ponto." A Honda será fornecedora oficial de motores da BAR a partir do ano que vem. A BAR e sua sócia, a Reynard, construtora dos carros, deverão necessariamente crescer bastante.

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