Rio - Vingança é uma palavra abolida do dicionário do técnico da seleção brasileira de futebol feminino, Jorge Barcellos, que a considera uma ''expressão negativa''. Mas é difícil o termo não vir à mente quando o assunto é a estréia do Brasil na Olimpíada de Pequim, no dia 6 de agosto. O adversário será justamente a poderosa Alemanha, para quem a equipe liderada pela craque Marta perdeu a decisão do Mundial de 2007.
''Quem ganha é quem for assistir a esse jogão. Será um duelo cheio de emoções e desejo um final positivo para o Brasil'', declarou Barcellos. Apesar de reconhecer a importância dessa partida, cuja rivalidade se intensificou nos últimos anos, ele enfatizou que seu trabalho não pode ser direcionado apenas para a Alemanha. ''A gente não pode se preparar pensando apenas nelas. Em uma competição curta e com várias equipes capacitadas, não se pode ser surpreendido. Uma derrota na fase inicial já complica a classificação.''
Barcellos classificou como ''bom'' o grupo da seleção brasileira nos Jogos de Pequim, formado por Coréia do Norte, Nigéria e Alemanha. ''Em Olimpíada, qualquer jogo é uma decisão e não dá para escolher adversário. Até porque tem de superar todo mundo para chegar à final.''
Em busca do inédito ouro olímpico, a equipe feminina já organiza seu futuro. Provavelmente nesta semana, Barcellos se reunirá com o supervisor de seleções da CBF, Américo Faria, para tratar do planejamento voltado para Pequim. Em pauta, a marcação de amistosos e a definição do período de treinamento na Granja Comary, concentração da entidade, em Teresópolis.
O Brasil deve enfrentar os Estados Unidos, em solo americano, no dias 13 e 16 de julho, como teste para a Olimpíada. ''Seria muito bom para eu ter um parâmetro'', afirmou o técnico, ciente da força do rival - a quem o Brasil goleou por 4 a 0 durante o Mundial do ano passado.

mockup