A vergonhosa eliminação na Copa do Mundo e, poucos dias depois, o anúncio de Dunga como novo treinador da Seleção Brasileira, foram dois assuntos que fizeram a população brasileira discutir o futuro do futebol no país.
A principal discussão envolve o trabalho (?) realizado nas categorias de base dos grandes clubes. O Brasil até revela bons jogadores, mas eles quase sempre chegam aos elencos profissionais (ou são vendidos) ainda longe de estarem prontos. Muitos deles deixam a desejar nas questões técnicas e táticas.
A reestruturação do futebol de base do Brasil precisa de uma revolução. Mas, ao mesmo tempo em que cobramos melhorias nas divisões inferiores dos times, vemos diversos jogadores estrangeiros (boa parte sem qualidade) inundando o nosso futebol. A mescla internacional é importante, mas nem de longe pode ser a solução.
A alteração da regra, que agor libera a utilização de até cinco estrangeiros em uma partida, é praticamente um "tapa na cara" do futuro do futebol brasileiro. Ao invés de trabalharmos melhor os jovens talentos, estamos tentando atingir o sucesso com atletas discutíveis da Argentina, do Paraguai, do Uruguai, entre outros. Bahia, Palmeiras e Grêmio são três clubes que escancararam as portas para gringos que certamente são inferiores a muitos garotos brasileiros da base.
Itália, Inglaterra e Portugal estão recheados de jogadores de outros países nos seus principais clubes. O que aconteceu com essas três seleções na última Copa? Fracassaram e caíram na fase de grupos - isso sem falar que elas não conseguem formar times decentes há anos. Já Espanha e Alemanha, que valorizam a base, são as últimas duas campeãs mundiais (2010
e 2014, respectivamente).
O Brasil não pode cair no "conto dos gringos". A solução é revolucionar as categorias de base.

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