Brasil não deve pegar chave forte
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sábado, 01 de dezembro de 2001
Agência Estado<br>De São Paulo 
Só uma catástrofe colocaria a seleção brasileira em um grupo muito forte na Copa do Mundo de 2002, no sorteio de hoje. Baseando-se nas chances matemáticas e considerando, além dos cabeças-de-chave, Inglaterra, Portugal, Croácia, Nigéria e Camarões como os adversários mais temíveis, a probabilidade de o País enfrentar três destas seleções na primeira fase é mínima, apenas 0,9%. Segundo o matemático Tristão Garcia, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRS), a possibilidade de o Brasil compor um grupo com seleções mais fracas é bem maior, 39%.
''Determinei as seleções fracas pela tradição no futebol, não pelo que elas vêm apresentando hoje, já que não existe mais seleções bobas. Todas correm muito e têm grande determinação.'' Citando apenas os três rivais europeus, os números também são favoráveis ao Brasil. Para ter, ao seu lado, apenas um deles, a chance é de 48%; com dois, o número cai para 3,6%. ''O Brasil tem de torcer para pelo menos um deles ser sorteado na primeira rodada. Assim, estaria praticamente livre de enfrentar duas potências'', garantiu Tristão.
''Se nenhum dos três times figurarem na chave brasileira, podemos comemorar, pois estaremos com sorte.


