France PressePreparaçãoRonaldinho no Japão, com o preparador físico Luiz Carlos PrimaA entrada de Ânderson, ao lado de Ronaldinho, de Júnior Baiano e André Cruz, na zaga, e de Carlos Germano no gol, são as alterações do Brasil para o jogo de hoje contra o Japão. A partida, programada para as 7 horas (de Brasília), está cercada de expectativa. O público japonês, fã do futebol brasileiro, comprou muitos ingressos antecipadamente, prometendo lotar o Nagai Stadium, em Osaka, também para ver a equipe do Japão, que vai atuar sem Morishima, um de seus astros, cortado por causa de problemas no joelho direito.
O amistoso pode servir como desforra para o técnico Zagalo, que não engole a derrota de 1 x 0 para os japoneses na Olimpíada de Atlanta, no ano passado. Por isto, o time deverá apresentar um esquema mais forte na defesa, notadamente porque Júnior Baiano e André Cruz são zagueiros de muito vigor físico, embora também saibam sair com a bola para fazer a conexão com o meio-campo. A velocidade no ataque fica por conta de Sonny Ânderson, que Zagalo insistia em não convocar, mas que, na sua primeira participação, contra a Coréia do Sul, mostrou quanto o treinador deixou de ganhar por não tê-lo chamado antes. Ânderson virou ‘‘xodó’’ e é titular agora, ao lado de Ronaldinho, que ainda está fora de forma.
Zagalo também resolveu, finalmente, botar Carlos Germano para ‘‘desempoeirar’’ o uniforme, escalando-o no lugar do protegido Taffarel, que vem falhando sucessivamente em vários jogos no Campeonato Brasileiro. Porém, o treinador jura que não é por este motivo.
A excursão do Brasil à Ásia não serviu para o técnico Zagalo e os jogadores mudarem a imagem sobre os times do continente. Mesmo elogiando a evolução dos adversários, eles entendem que os asiáticos e também os africanos não têm chance de ameaçar o Brasil na Copa da França, em 98. O curioso é que Japão (Ásia) e Nigéria (África) venceram a seleção brasileira na Olimpíada de Atlanta, no ano passado. ‘‘Eles evoluíram, principalmente os africanos, mas não acredito que possam fazer alguma surpresa na Copa. Não têm nível para ganhar uma competição deste porte’’, disse Zagalo. Dunga tem a mesma opinião. ‘‘Numa Copa, a tradição e a experiência pesam. E as seleções tradicionais da Europa estão num bom momento. A Itália, por exemplo, cresceu em relação ao time que perdeu a Copa dos EUA para nós’’, disse.
O Japão, dirigido pelo experiente Shu Kamo, vai atuar num esquema um tanto estranho para os padrões ocidentais. O time jogará no 3-6-1, congestionando o meio-campo, setor que o técnico sabe ser o de maior criatividade da Seleção Brasileira. A intenção de Kamo é impedir que Denílson e Leonardo - este bastante elogiado por ele - possam ter liberdade. O técnico lamentou a ausência de Morishima, do Cerezo Osaka, mas acha que Irano, que o substituirá, também tem potencial para desempenhar as funções do titular.FICHA TÉCNICA

mockup