Brasil mantém preparação invisível
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sexta-feira, 20 de junho de 1997
Das agências Santa Cruz de la Sierra 
A seleção brasileira vai continuar fazendo a preparação física invisível até o fim da Copa América, anunciou ontem o preparador Luís Carlos Prima. Convencido de que a equipe não tem condições de evoluir fisicamente na competição, ele optou por um trabalho de manutenção, para não saturar os jogadores nem provocar contusões, conforme afirmou ontem, antes do treino à tarde, no campo do Blooming. Descansar, para os que jogam, é melhor do que treinar, porque recupera as energias, justificou.
Mesmo sem ter feito testes de avaliação física, por falta de tempo, ele disse que ficou surpreso com a boa forma do veterano Dunga, um dos jogadores mais bem preparados do grupo. Aos 33 anos de idade, o capitão da seleção está no mesmo nível dos laterais Cafu e Roberto Carlos, que atuam em posições que exigem mais vigor físico, pela obrigação de defender e atacar. O Dunga é um exemplo, observa. Mesmo sofrendo o desgaste de sua posição e correndo mais do que o necessário, às vezes, para corrigir falhas de posicionamento, ele está demonstrando uma preparação física invejável.
Prima não concorda com o zagueiro Célio Silva, que disse ter engordado quatro quilos desde que se apresentou à seleção brasileira, no dia 25 de maio. O jogador procurou o preparador físico após ter dado a entrevista, para alertá-lo sobre o assunto. Ele disse que a imprensa poderia fazer perguntas sobre isso, contou Prima. A avaliação do peso dos jogadores é feita periodicamente pelo auxiliar de preparação física, Marco Moura Teixeira, segundo Prima. Pelo que verificamos, o Célio Silva não ganhou peso na seleção, assegurou.
Prima discorda dos que questionam a preparação física da seleção. Se forçasse o treinamento depois dos jogos poderia quebrar muitos jogadores e prejudicar a equipe. O preparador garante que o trabalho ideal só poderá ser realizado para a Copa de 98, na França, quando o time terá o tempo necessário de preparação.
Paraguai O técnico brasileiro Paulo César Carpegiani, da seleção do Paraguai, está com muitos problemas para definir a sua equipe, que amanhã enfrenta o Brasil pelas quartas-de-final da Copa América. Dois atletas estão suspensos - Struway e Ayala - e outros quatro, machucados - Chivavert, Rojas, Villamayor e Cardoso. Mesmo assim, Carpegiani acha que sua equipe tem chances de bater o Brasil. Tivemos a confiança necessária para jogar e passar para as quartas-de-final. Podemos superar o Brasil, disse. O México, que ontem empatou com a Costa Rica (1 x 1), pelo grupo do Brasil, enfrenta o Equador amanhã em Cochabamba.


