São Paulo, 23 (AE) - Garantidas as vagas do triatlo brasileiro no Pan-Americano, o objetivo agora é conseguir representação máxima na Olimpíada. Parte das vagas será preenchida com base no ranking mundial, que tem cerca de 1.200 cadastrados. Os brasileiros, embora mal classificados, lutam em busca das vagas.
As primeiras vagas para a Olimpíada serão preenchidas em Winnipeg. O melhor sul-americano garante presença em Sydney. "Vou disputar o Pan-Americano com a cabeça na Olimpíada", afirma a triatleta Sandra Soldan.
Em Sydney, cada país poderá ter uma equipe de no máximo três atletas de cada sexo. Os seis melhores países terão direito a enviar seis competidores e, até o 13.º, quatro. "Se garantirmos as vagas no Pan, a equipe poderá estar completa", afirma o atleta Marcus Ornellas.
As outras vagas para a Olimpíada serão definidas com base no ranking. Os 35 melhores classificam-se. Como existe limite de atletas por país, e muitos já estarão classificados, até o centésimo colocado terá chance. "Na Austrália, os atletas lutam entre eles", afirma Leandro Macedo.
Os brasileiros ficaram de 97 a 98 fora das competições importantes. "Os problemas da antiga confederação comprometeram o desempenho dos atletas", afirma o presidente da Confederação Brasileira de Triatlo, Carlos Fróes. Segundo ele, a entidade deve R$ 80 mil à União. "Vamos à Justiça tirar esse peso das costas, para conseguir o incentivo privado e do governo federal."
A Confederação Internacional começou a montar o ranking em 97. "Sou a 58.ª do ranking com 600 pontos e as primeiras colocadas têm 6 mil", diz Mariana Ohata. No domingo, a III Taça Pão de Açúcar-Itaú, na Cidade Universitrária, vai garantir 250 pontos aos vencedores.

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