O principal adversário do Brasil no Grupo F da Copa do Mundo é seu favoritismo. Nunca na história dos mundiais a seleção brasileira chegou tão cotada para conquistar o título. E isso é muito preocupante. Os jogadores terão que demonstrar maturidade para superar as cobranças da imprensa e da torcida brasileira. Feito isso, o Brasil tem totais condições de vencer os três primeiros jogos da fase inicial e caminhar com confiança rumo ao hexa.
Os outros três integrantes do Grupo F Austrália, Croácia e Japão não chegam a assustar. Os australianos, adversários na estréia do Brasil, praticam um futebol que lembra a Inglaterra de alguns anos, com muitos chutões e cruzamentos para a área. O destaque do time é o atacante Kewell, que atua no Liverpool, o mais habilidoso do time. A Austrália terá que superar suas deficiências para chegar à segunda fase da competição.
A seleção da Croácia tentará surpreender mais uma vez, como fez em 1998, quando conquistou o terceiro lugar na Copa da França. O atual time, entretanto, se parece muito pouco com aquele que tinha o artilheiro Suker. Os destaques da seleção são o zagueiro Simic, do Milan, e o atacante Prso, do Glasgow Rangers, da Escócia.
O Japão parece ser a seleção com maiores chances de incomodar o Brasil. Comandada pelo técnico Zico, os japoneses evoluiram muito nos últimos anos. Com um jogo baseado na velocidade, a seleção oriental tem condições de passar para a segunda fase. Para isso, além de Zico, os japoneses terão outros brasileiros na comissão técnica: Júnior e Tita, como observadores, Cantarelli, como preparador de goleiros, e Edu Coimbra, irmão do Galinho de Quintino, que atua como seu auxiliar-técnico. Dentro de campo, outro brasileiro, o lateral-esquerdo Alex Santos. (G.A.)

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