São Paulo - Em fevereiro de 2009, o Brasil foi informado: em pouco menos de três anos, seria o primeiro país do continente americano a receber um Mundial feminino adulto de handebol, a terceira nação fora do continente europeu eleita sede do torneio. Mas a escolha da Federação Internacional de Handebol (IHF, na sigla em inglês) pode virar motivo de vergonha. A cinco meses da competição, prevista para dezembro, o cenário é preocupante. O orçamento do torneio não está fechado, não se sabe quem pagará a conta e nem todas as sedes designadas para receber o Mundial estão convencidas de que, de fato, poderão abrigá-lo.
O Mundial seria disputado, inicialmente, em Santa Catarina. Mas, no fim de maio, foi transferido para São Paulo. ''Santa Catarina não deu a importância devida ao torneio'', afirmou Fabiano Redondo, diretor de marketing da Confederação Brasileira de Handebol (CBHb), que está na linha de frente da organização do campeonato. ''Voltamos à estaca zero.''
Por causa da mudança de sede, o orçamento está sendo refeito - é estimado entre R$ 12 milhões e R$ 14 milhões. Os recursos, espera a CBHb, serão captados na Lei de Incentivo ao Esporte. O projeto, porém, não está aprovado, mas o Ministério do Esporte teria garantido urgência na sua análise.
Ainda sem saber quanto vão gastar com o Mundial que receberam de última hora, as sedes paulistas aguardam ordens finais para fazer reformas e adaptações em seus ginásios. Isso não impediu, porém, que o sorteio dos grupos até já tenha sido realizado. Foram selecionadas quatro cidades: Barueri, Santos, São Bernardo do Campo e São Paulo.
Mas Barueri diz que sua participação não é garantida. Informou que não terá como receber o Mundial por causa de eventos já agendados no Ginásio José Correia em dezembro. Um deles é a festa de formatura de 10 mil alunos da rede municipal de ensino.

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