Agência Estado
Provocações, tapas na garganta, afogamentos, maiôs rasgados, algumas manchas roxas espalhadas pelo corpo e a medalha de bronze no peito. A seleção brasileira feminina de pólo aquático, no ritmo da música caribenha Guantanamera, conquistou o terceiro lugar nos Jogos Pan-Americanos derrotando as cubanas por 9 a 4, em uma partida muito disputada dentro e fora da piscina. ‘‘Esta vitória lavou a alma!’, disse Cristiana Pincirolli, autora de dois dos gols do time brasileiro. A medalha de ouro ficou com o Canadá e a de prata com os Estados Unidos.
As jogadoras brasileiras já tinham consciência do estilo provocador das cubanas mesmo antes do início do jogo. A técnica Sandy Nitta já havia alertado o grupo. ‘‘As cubanas são muito musculosas, fortes fisicamente e sabíamos que só poderíamos superá-las usando a agilidade’’, disse a Cristina Beer. ‘‘O técnico do masculino já tinha avisado a gente que os cubanos enfiam o dedo na garganta quando estão cansados para que a gente perca o fôlego também.’

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