Com a temporada internacional de automobilismo totalmente encerrada, podemos falar sobre o desempenho dos pilotos brasileiros que disputaram as categorias menores lá fora. Sem dúvida nenhuma, o grande destaque foi o paranaense Enrique Bernoldi. Desconhecido do meio, este ano surgiu na F-Renault quando foi a sensação do campeonato, vencendo oito provas e fazendo nove poles em dez etapas. Foi campeão e, mais que isso, o único brasileiro a conquistar um título em 96. Para 97 ele já acertou com a equipe de fábrica da Renault, para disputar o Inglês de F-3.
Outro piloto que começou a aparecer, por coincidência também paranaense, foi Ricardo Zonta. Depois de conquistar o Sul-Americano de F-3 em 95, Zonta partiu para a F-3000 européia para defender a equipe Draco. No início Zonta não foi bem, mas no final da temporada mostrou seu potencial ao vencer as provas de Estoril, em Portugal, e Mugello, na Itália. Acabou em quarto lugar a um ponto do terceiro colocado. Vai continuar este ano na categoria, mas em um time mais forte.
Podemos citar ainda os desempenhos de Mário Haberfeld, que correu também na F-Renault, e assim como Bernoldi vai disputar a F-3 inglesa em 97; Ricardo Maurício, na F-Vauxhall inglesa (comparada a nossa F-Chevrolet); e Luciano Burti, na F-Vauxhall Jr.
Encerrando o giro, nos Estados Unidos, na Indy Lights, Tony Kanaan e Gualter Salles agitaram a categoria. Kanaan foi o vice campeão e continua na categoria em 97. Gualter Salles, que vinha de poucos resultados na Europa, se deu muito bem na América e obteve três vitórias - Portland, Cleveland e Toronto -, tanto que fará sua estréia na Indy no próximo ano.

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