Com o título conquistado ontem no Japão, o grupo dos brasileiros campeões mundiais ficou muito perto de atingir sua primeira centena de sócios. Agora, o País tem 94 atletas que já tiveram o sabor de ganhar a mais importante competição do futebol do mundo.
  Do grupo convocado em 2002, só Cafu e Ronaldo já tinham atingido o feito, se juntando assim à geração de 1958 e 1962. Pelé continua como o único tricampeão.
  Os novos sócios do mais seleto grupo da modalidade têm um perfil que foge do que aconteceu nos quatro títulos anteriores. A seleção campeã do primeiro Mundial asiático é formada por gente de todo o País. Lúcio e Kaká, por exemplo, foram os primeiros nascidos em Brasília a serem convocados para uma Copa.
  Nunca antes uma seleção brasileira campeã mundial foi tão nordestina como a que ontem ficou com o título da edição de 2002. São quatro baianos, Edílson, Vampeta, Júnior e Dida, e um pernambucano, Rivaldo.
  Somando os elencos das quatro Copas anteriores vencidas pelo Brasil, o Nordeste forneceu 10 de seus filhos para o time. Muitos dos novos campeões são de cidades minúsculas, como Kléberson, que é da paranaense Uraí, com cerca de 10 mil habitantes.
  Mais descentralizada, a quinta seleção a ganhar uma Copa ignorou como nunca os atletas do Rio, Estado que sempre dividiu com São Paulo o fornecimento maior de atletas para o time nacional. O atacante Ronaldo é o único da equipe campeã em Yokohama que nasceu no Rio, lugar onde nunca jogou profissionalmente.
  Nas conquistas de 58, 62, 70 e 94, nada menos do que 21 dos campeões tinham o Rio como local de nascimento. Os grandes clubes cariocas também estão praticamente fora do grupo campeão de 2002. Com exceção de Juninho, do Flamengo, ninguém defende um time fluminense.

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