Agência Estado
De Guadalajara
A primeira rodada da Copa das Confederações foi suficiente para dar à Seleção Brasileira a certeza de que o time não terá muitas dificuldades para chegar à decisão do torneio e até conquistar seu segundo título internacional no ano. A diferença do nível técnico em relação aos outros participantes da competição é notória. A Alemanha, que seria o principal adversário, foi liquidada pela goleada na estréia. Nem o México parece assustar.
A boa vitória sobre os alemães triplicou a auto-estima dos jogadores, que já estava em alta após a conquista da Copa América. Os 4 a 0 do último sábado colocou a jovem equipe brasileira na história dos confrontos entre as duas tradicionais seleções como a maior goleada brasileira sobre a Alemanha de todos os tempos. ‘‘Foi a minha melhor partida pela seleção’’, declara o atacante Ronaldinho Assis, com o sorriso aberto.
Nem mesmo a goleada da seleção mexicana sobre a Arábia Saudita por 5 a 1 impressionou os jogadores. ‘‘O México tem uma grande equipe, mas não dá para comparar uma goleada sobre a Arábia Saudita com uma vitória sobre a Alemanha’’, diz o lateral-esquerdo Serginho. ‘‘O nosso jogo foi muito mais difícil que o do México.’
A equipe volta a jogar amanhã, às 22h30 (de Brasília), contra os Estados Unidos e na última partida da fase de classificação, sexta-feira, enfrenta a Nova Zelândia, uma equipe sem tradição e formada na sua maioria por jogadores amadores. Se confirmar o primeiro lugar do Grupo B, o Brasil vai jogar contra o segundo da outra chave, que tem o México em primeiro lugar, mais Egito, Bolívia e Arábia Saudita.
O técnico Wanderley Luxemburgo tenta evitar que a seleção seja traída pelo excesso de confiança. Por isso, alerta os jogadores para os cuidados que o Brasil deve ter principalmente no confronto contra os Estados Unidos. Lembra que a derrota sofrida para a equipe norte-americana na Copa Ouro do ano passado e de outros duelos equilibrados entre as duas equipes. ‘‘Não viemos aqui só para ganhar da Alemanha’’, destaca o treinador. ‘‘Se ficarmos deitados em cima da goleada por 4 a 0 poderemos nos complicar’’, acrescenta.
A seleção quer permanecer em Guadalajara, onde está sendo tratada com muito carinho pelos torcedores mexicanos, para ir à Cidade do México apenas na hora de fazer a final, marcada para o dia 4 no Estádio Azteca. A imprensa mexicana já espera um duelo entre sua seleção e o Brasil na decisão. A esperança dos mexicanos é que pelo fato do Brasil não estar com sua formação principal, o México possa devolver as duas derrotas sofridas para o Brasil na Copa América.

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