Façanha, proeza, história. Dificilmente essas expressões tornadas lugares comuns poderão dar a dimensão do que o Brasil procura a partir de hoje na Copa Davis. Com o melhor jogador que já produziu em suspeitas condições físicas, desafiando a melhor nação em duelos na grama, mais apropriado seria afirmar que o Brasil busca quase o impossível.
Da noite de hoje até sábado, o time nacional estará disputando contra a Austrália, em Brisbane, costa leste australiana, as semifinais do Grupo Mundial. Em melhor de cinco partidas, o confronto será aberto às 20h30 de Brasília (9h30 na Austrália, de sexta).
Neste primeiro dia, se encontrarão Gustavo Kuerten, primeiro colocado no novo ranking mundial, e Patrick Rafter, que domingo disputou a final de Wimbledon. A outra partida será entre Fernando Meligeni, 83º do mundo, ou André Sá, 85º, x Lleyton Hewitt, sexto do ranking e número um do time local.
Amanhã, ocorre a disputa de duplas e, no terceiro dia, os adversários de simples se invertem. O sorteio com a ordem das partidas ocorreria ontem à noite.
Campeã da última edição, a Austrália acumula 27 títulos. É superada somente pelos EUA. O Brasil almeja sua primeira final no Grupo Mundial, a elite com 16 países. O mais próximo que esteve dela fora a semifinal: em 1992, em quadra de carpete (rápida), perdeu para a Suíça por 4 a 1.
No caso do Brasil, um jogador encarna, ao mesmo tempo, as esperanças e preocupações. Gustavo Kuerten está escalado para disputar três pontos – dois de simples e o de duplas, com Jaime Oncins. Na terça-feira, saiu de um treino reclamando de dores na panturrilha direita. ‘‘Como é que um jogador que treinou duas horas e 40 minutos terça e uma hora e 40 minutos ontem pode estar contundido?’’, revidou ontem Ricardo Acioly, capitão brasileiro.

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