Brasil ganha terceira medalha no ciclismo
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quarta-feira, 07 de agosto de 2002
Luiz Claudio Oliveira<br> Equipe da Folha 
Curitiba - A terceira medalha do ciclismo nos Jogos Sul-Americanos veio de onde menos a equipe esperava, numa prova praticamente desconhecida para os brasileiros, a keirin, no último dia das provas de pista. O autor da façanha foi o atleta Estevam Mancini, do Flamengo de Americana, interior de São Paulo. Na terça-feira, Robson Batista Vieira foi bronze na prova de velocidade e Rosane Kirch também bronze por pontos feminina.
Na keirin, os atletas saem em bloco atrás de uma moto que fica na pista por quatro voltas e sai nas duas últimas. A prova permite o embate físico entre os atletas, inclusive com cotoveladas, cabeçadas e disputas ombro a ombro, exceto na última volta, para defender as posições.
''Foi uma surpresa para mim porque nunca havia competido esta prova. Decidimos de última hora e eu sabia apenas que a capacidade física seria muito importante'', confessa Estevam Mancini. Ele nunca havia treinado neste estilo de competição e a única vantagem que tinha era a de ter ficado treinando na pista de Curitiba por cerca de um mês antes do início do Sul-Americano. Os vencedores foram Ruben Ozório, da Venezuela, seguido por Luis MuÀoz, do Chile.
Os favoritos, Argentina e Venezuela foram os principais vencedores das provas de pista, que se encerraram ontem. Hoje, haverá um congresso técnico que antecipa as provas de estrada que começam amanhã.
A equipe brasileira de ciclismo segue agora para Quito, no Equador, onde sera disputado o Pan-Americano, a partir do dia 15 de agosto. O número de ciclistas, que foi de 35 nos Jogos Sul-Americanos em Curitiba, deverá diminuir para cerca de 25, no geral, ou seja, provas de pista, estrada e montain bike.
Na conclusão das provas do ciclismo de pista a colocação dos países foi a seguinte: Venezuela 12 medalhas (seis ouros, cinco pratas e um bronze); Argentina 12 medalhas (quatro ouros, quatro pratas e quatro bronzes); Chile 7 medalhas (um ouro, três pratas e três bronzes); Brasil três medalhas de bronze; Equador uma medalha de ouro; e Uruguai uma medalha de bronze.


