Brasil ganha do Chile, perde Vampeta e neblina encerra jogo
Rogério Fischer
Enviado da Folha
O Brasil venceu o Chile por 1 a 0, confirmou a primeira colocação do Grupo B, assegurou o direito de continuar em Ciudad del Este, ao lado de Foz do Iguaçu, mas teve uma baixa importante na partida de ontem à noite no Estádio Tres de Febrero: o meio-campista Vampeta sofreu luxação no ombro direito e está fora da Copa América (leia texto nesta página).
A partida foi interrompida aos 39 minutos do segundo tempo por causa da forte neblina que encobriu todo o gramado. Minutos depois, o árbitro argentino Horácio Elizondo encerrou o jogo. O time do técnico Wanderley Luxemburgo espera, agora, a definição do adversário nas quartas-de-final - provavelmente Argentina ou Uruguai, que se enfrentam hoje em Luque, pelo Grupo C (veja matéria na página 4).
Foi um primeiro tempo agradável. Num ambiente mais frio, porém num gramado mais seco do que na partida de sábado contra o México, a Seleção Brasileira criou várias oportunidades para marcar. Quase sempre com Ronaldinho, que se movimentou bastante, abusou do talento de entortar os adversários e... de perder gols.
Só nos primeiros 20 minutos foram dois, ambos da mesma posição, já invadindo a grande área, sem marcação: no primeiro, após livrar-se do zagueiro, chutou nas pernas do goleiro Ramirez; no segundo, após cruzamento na medida de Flávio Conceição, ajeitou a bola e novamente bateu rasteiro mas, desta vez, méritos para Ramirez, que espalmou.
Aos 29, o mesmo enredo: Ronaldo recebe na entrada da área, corta para dentro e bate... para fora. Sete minutos depois, a compensação: o atacante da Inter de Milão - capitão da equipe, em lugar de Cafu, poupado - converte pênalti sofrido por Zé Roberto.
Houve, também, espaço para falhas na defesa. Em duas bobeadas da dupla Odvan e João Carlos - que começou jogando em lugar de Antônio Carlos, outro poupado por já ter cartão amarelo na bagagem -, Zamorano desperdiçou duas chances de ouro.
O segundo tempo começou mais alegre - menos pelo resultado de 1 a 0 e mais pela substituição anunciada pelo técnico Luxemburgo no vestiário: Ronaldinho (agora careca como o xará mais famoso) em lugar de Amoroso. O atacante do Grêmio fez duas boas jogadas - longe, porém, daquela fantástica, a do quinto gol contra a Venezuela - antes de o árbitro dar início a uma série de marcações erradas, como um pênalti inexistente cavado pelo manhoso Zamorano (Dida defendeu o chute de Gonzales) e não anotar um outro, claro, em cima de Christian.
Do jeito que a coisa ia, sorte que a neblina chegou.
FICHA TÉCNICA
Brasil 1
Dida; Evanílson, Odvan, João Carlos e Roberto Carlos; Flávio Conceição, Vampeta (Beto), Zé Roberto e Alex (Christian); Amoroso (Ronaldinho) e Ronaldo. Técnico: Wanderley Luxemburgo.
Chile 0
Marcelo Ramírez; Villaroel (Aros), Miguel Ramírez, Margas e Rojas; Parraguez (Palácios), Sierra, Cartes e Contreras; Zamorano (Núñez) e González. Técnico: Nelson Acosta.
Árbitro: Horácio Elizondo (Argentina)
Local: Estádio Tres de Febrero, em Ciudad del Este
Gol: Ronaldinho, de pênalti, aos 36 do 1º tempoSeleção faz 1 a 0 no time de Zamorano, assegura o direito de continuar em casa mas fica sem um de seus titulares
Albari RosaAos 30 minutos do segundo tempo, o goleiro Dida defendeu um pênalti cobrado pelo atacante González, garantindo o apertado resultado para os brasileirosAlbari RosaOs capitães Margas e Ronaldinho se cumprimentam ao final do jogo





