France PresseVitóriaAto Boldon, de Trinidad Tobago, garantiu a medalha de ouroO Brasil conquistou sua primeira medalha na sexta edição do Campeonato Mundial de Atletismo, que está sendo disputado no Estádio Olímpico, em Atenas. E quem subiu no pódio foi Claudinei Quirino da Silva, 26 anos, que foi o terceiro na final dos 200 metros. Para ganhar a medalha de bronze, ontem, Claudinei teve que bater novamente seu recorde pessoal na prova: ele fez 20s26, marca um centésimo melhor que a da véspera, quando vencera a sua série semifinal. Ele só chegou atrás dos dois velocistas que, desde o começo, eram considerados favoritos: Ato Boldon, de Trinidad e Tobago, campeão com 20s4 e o namíbio Frank Fredericks, que fez 20s23.
‘‘Novamente não larguei bem’’, disse o velocistas aos jornalistas que acompanham o Mundial. ‘‘Minha sorte é que tenho uma chegada muito boa’’, completou em meio a festa da delegação brasileira, que praticamente foi toda para a zona mista. Humilde, Claudinei não queria dar a volta olímpica, mas foi praticamente obrigado pelo barreirista paranaense Pedro Paulo Chiamulera a voltar a pista com a bandeira brasileira.
Filho de uma família humilde de Lençóis Paulista, no interior de São Paulo, Claudinei viveu boa parte da infância e adolescência em orfanatos de sua cidade (sua mãe morreu ao lhe dar à luz). Sabendo do valor de sua conquista, ofereceu-a em primeiro lugar ao técnico Jayme Netto.
LargadaEm meio às comemorações ele só lamentou a largada ruim. ‘‘Demorei demais, senão acho que tinha sido o segundo’’, dizia. ‘‘Festa? Só aqui na pista’’, avisou. É que hoje à tarde, a partir das 18h20 (12h20 de Brasília), ele corre a preliminar do revezamento 4 x 100m. Claudinei ganhou US$ 20 mil da Federação Internacional de Atletismo.
Hoje, penúltimo dia do Campeonato Mundial de Atletismo, mais uma esperança brasileira vai à pista: a equipe masculina do revezamento 4 x 100m. Mesmo sem André Domingo da Silva, que se contundiu nas quartas-de-final dos 100m, o time nacional continua forte. Vicente Lenílson de Lima, Claudinei Quirino da Silva, Róbson Caetano da Silva e Edson Luciano Ribeiro tentam repetir o pódio conquistado na Olimpíada de Atlanta, em 1.996, atras do Canadá (medalha ouro) e EUA ( medalha de prata).
MaratonaAmanhã o Brasil terá sua forte equipe na maratona masculina, que este ano corresponde a dois troféus, valendo para o próprio Campeonato Mundial e a Copa do Mundo, esta uma competição por equipes. Vanderlei Cordeiro, recordista sul-americano, Luiz Antonio dos Santos, medalha de bronze no Mundial de Gotemburgo, em 1995, Valdenor Pereira dos Santos, Osmiro Souza e Silva e Éder Moreno Fialho serão os prepresentantes brasileiros.

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