Rio - A torcida lotou o ginásio do Riocentro, com capacidade para 3 mil pessoas, e fez muita festa, mas foi embora frustrada, com a sensação de que os astros do futsal brasileiro poderiam ter feito mais. O Brasil, é verdade, goleou a Guatemala por 4 a 1, na estréia do Pan do Rio, mas aquele show que todos esperavam não foi apresentado. A principal explicação encontrada pelos atletas e pelo técnico PC Oliveira foi, além da forte marcação adversária, a quadra.
Os brasileiros reclamaram demais do piso escolhido pela organização do evento. ''A quadra é lenta e prejudica o jogo do Brasil, que é veloz'', analisou o pivô Simi.
No futsal, as quadras são normalmente de madeira e não de borracha, como a utilizada no Pan. O material é mais pesado, prende um pouco o pé do atleta no chão e reduz a velocidade do jogo. ''O piso é um grande problema, é muito prejudicial, tira a velocidade e favorece lesões'', comentou o técnico PC Oliveira.
O show do futsal brasileiro ficou para a segunda rodada do Pan. Pelo menos essa é a expectativa dos torcedores, que aplaudiram o time, mas sem grande entusiasmo. Apostavam em pelo menos 10 ou 12 gols diante da Guatemala. O adversário hoje será Cuba, às 10h15, no Riocentro.

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