São Paulo - Depois de sofrer um acidente na primeira descida do dia e cruzar a linha de chegada de ponta cabeça, a equipe brasileira fechou ontem com a última colocação entre 25 equipes no primeiro dia de disputa do bobsled de quatro integrantes nos Jogos Olímpicos de Inverno Turim-2006.
Na primeira bateria, o trenó verde-amarelo dos Bananas Congeladas, composto por Ricardo Raschini, Edson Bindilatti, Márcio Silva e Claudinei Quirino, tombou para a esquerda a quase 110 km/h, mas os atletas brasileiros nada sofreram. Mesmo virado, o Brasil chegou ao final da pista em 1min00s31.
Depois do acidente, o quarteto voltou às perigosas curvas da pista de Cesana Pariol e, a 127 km/h, completou a segunda descida em 58s51, totalizando um tempo de 1min58s52 (25º e último lugar). Eles ficaram a 8s32 dos alemães, que terminaram o dia em primeiro.
Hoje acontecem as duas últimas descidas. Os 20 melhores conjuntos após a terceira bateria se classificam para a final. ''Essa pista é muito difícil. Estar aqui, entre os melhores, já é uma grande vitória para nós. O mais importante é que todo mundo está inteiro. Eles saíram andando da pista. E com certeza ainda temos muito o que aprender e quem sabe estaremos entre os dez melhores do mundo nos Jogos de Vancouver, em 2010'', disse Eric Maleson, capitão da equipe brasileira.
Esqui A brasileira Mirella Arnhold, 22 anos, ficou na última colocação ontem entre as atletas que conseguiram completar a prova de slalom gigante do esqui alpino. Ela conseguiu o tempo de 2min49s17 na somatória de sua duas descidas, quase 40 segundos atrás da campeã, a norte-americana Julia Mancuso, que foi seguida pela finlandesa Tanja Poutiainen e a pela sueca Anna Ottoson.
Das 65 inscritas, 54 se classificaram para segunda descida. A brasileira terminou na 43º posição, já que 11 atletas não completaram a segunda volta.
Na quinta-feira, Mirella, considerada pelo Comitê Olímpico Brasileiro como a melhor esquiadora do país, confirmou que pretende abandonar a carreira no esporte para se dedicar aos estudos. ''É uma decisão difícil, mas está formada. Foram onze anos competindo, trocando as férias por períodos de treinamento e está cada vez mais complicado conciliar a vida de atleta com os estudos e trabalho. Acho que chegou a hora'', afirmou.

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