Brasil fica em 13º nos Jogos da Amizade
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domingo, 09 de setembro de 2001
Agência Estado 
A anfitriã Austrália foi a maior vencedora dos Jogos da Amizade, encerrados ontem, em Brisbane. Os australianos conquistaram 29 medalhas de ouro, 22 de prata e 21 de bronze. Rússia e Estados Unidos ficaram na segunda e terceira colocações, respectivamente. O Brasil terminou em 13º lugar, com três medalhas de ouro, uma de prata e uma de bronze.
Esperança e otimismo são as palavras que o técnico Hélio Rubens Garcia usa para falar sobre a nova seleção brasileira masculina de basquete, que encerrou a temporada, com a medalha de bronze do Goodwill Games, ontem - o Brasil venceu a Austrália por 94 a 93, na final. Nas semifinais, sábado, a seleção levou à prorrogação, depois de empatar por 90 a 90, a partida contra o Dream Team sub-23 dos Estados Unidos, antes de perder por 106 a 98 (os Estados Unidos ficaram com a medalha de ouro ao vencer a Argentina por 91 a 63). Esse torneio, mais a Copa América (o Brasil foi vice-campeão, em agosto), confirmam ''a potencialidade'' da nova geração.
Dos 27 jogadores convocados na temporada, 16 têm 23 anos ou menos. Hélio, o técnico a quem foi confiada a renovação, afirma que não é possível comparar o Brasil de hoje com o de gerações especiais da história, quando a seleção teve muitos craques excepcionais ao mesmo tempo, como nos anos 60 (Vlamir Marques, Rosa Branca, Amaury Passos, etc). Mas garante que não está vendendo ''falsa expectativa'' ao ter esperança em garotos de talento.
A seleção desfaz-se agora. Os jogadores voltam para os seus clubes e aguardam a próxima convocação para o Sul-Americano, amistosos internacionais, na Europa e no Brasil, e o Mundial, no ano que vem.
''Essa seleção é nivelada, jovem, precisa de regularidade, mas não estamos criando falsa expectativa. Sabemos dos desafios do trabalho que começou, mas temos esperança. São jovens com bom estado físico e a potencialidade que há muito tempo não tínhamos'', define Hélio.
Entre os desafios estão a falta de experiência internacional, as deficiências físicas e técnicas, acostumar-se com o estilo da arbitragem internacional, que não apita qualquer contato e ficar de olho nos adversários, acompanhando as mudanças que ocorrem no basquete mundial.


