Curitiba - Com o apoio de aproximadamente 15 mil torcedores, o Brasil venceu por 3 a 2 a Rússia, na quinta-feira (6), na Arena da Baixada, em Curitiba, e garantiu o primeiro lugar do Grupo J e a vaga nas semifinais da Liga Mundial de vôlei. Com duas vitórias na fase final, a seleção enfrenta nesta sexta-feira (7), às 15h, os Estados Unidos. A definição ocorreu após o segundo tie-break do dia, que terminou com a vitória da França sobre a Sérvia por 3-2, no início da noite de quinta-feira. Os franceses ficaram com a liderança do Grupo K com duas vitórias e pegam o Canadá, também nesta sexta.

Precisando vencer pelo menos um set para se garantir nas semifinais, o Brasil não deu chance ao time russo e se manteve a frente do placar durante todo o primeiro set, evitando qualquer reação do adversário. O ponteiro Wallace fechou o marcador em 25-18 e a seleção cumpriu o dever de casa.

A Rússia voltou mais forte no segundo set e devolveu o placar para empatar o jogo em 1-1. No terceiro set, o Brasil conseguiu abrir 6-3 graças à sequência de saques de Maurício Borges, que quebrou o passe russo. Quando o adversário ensaiou uma reação, o Brasil voltou a sacar forte com Lucarelli e manteve a liderança do set. Na última bola, o Brasil contou novamente com o talento do camisa 18, que definiu na diagonal e fechou o set em 25-19.

Novamente, a Rússia deu o troco e levou a decisão do jogo para o tie-break. Os visitantes abriram uma boa vantagem no início do quarto set. O Brasil tentou reagir e chegou a encostar no final para evitar o último set, mas os russos fecharam em 25-22. Mas, foi no momento decisivo que a torcida fez mais a diferença. O bom público presente na Arena de verde e amarelo incentivou a seleção e também vaiou o adversário a cada saque russo na tentativa de desestabilizar os jogadores.

No começo do tie-break, a seleção respondeu e levantou a torcida depois de um rally emocionante que terminou na cravada de Lucarelli, que marcou 25 pontos no jogo e foi o principal nome da partida. Mas, quem abriu dois pontos em um momento crucial foram os russos. Com 10-8 no placar, os donos da casa chegaram ao empate depois de um desafio, que confirmou bola fora do adversário com o auxílio da tecnologia. O equilíbrio da partida se manteve até o fim, mas a pressão da torcida fez a diferença e um erro russo definiu o jogo em 16-14.

Aproximadamente 15 mil torcedores empurraram a equipe na difícil vitória contra a Rússia
Aproximadamente 15 mil torcedores empurraram a equipe na difícil vitória contra a Rússia | Foto: Nelson Almeida/AFP



Jogo de altos e baixos, avalia treinador
Curitiba - A queda no rendimento da equipe de um set para o outro incomodou o técnico da seleção brasileira, Renan Dal Zotto, que espera um time mais constante na semifinal desta sexta-feira (6). Para ele, a variação pode ser consequência também do início do trabalho de renovação do jovem time brasileiro.

Na entrevista coletiva após a vitória por 3 a 2 sobre a Rússia, ele avaliou que a partida foi marcada por altos e baixos, mas descartou que a motivação fosse vencer apenas um set para garantir a classificação.

"O primeiro set foi muito bom, mas depois erros excessivos acabaram complicando. Mas, entramos para vencer o jogo, sempre vai ser deste jeito", afirmou o técnico ao comentar a vantagem que o Brasil tinha para chegar até as semifinais.

Antes mesmo da definição do adversário desta sexta-feira, o levantador e capitão, Bruninho, disse que esperava uma "pedreira" no confronto, que pode qualificar o Brasil para a decisão neste sábado (8) na Arena da Baixada. "Os Estados Unidos sem dúvida é o time que está sacando melhor. Já a França fez a melhor campanha na fase classificatória com bastante entrosamento. E a Sérvia é a atual campeã da Liga Mundial. Não dá pra escolher, vai ser pesado", analisou.

Para superar as próximas "guerras", Bruninho respondeu que jogar dentro do Brasil será um diferente e ressaltou a força de cerca de 15 mil torcedores na Arena, em Curitiba, público bem superior a capacidade máxima dos ginásios. "A gente precisava de um set, mas o time vem motivado pelos torcedores também. É um jogador a mais na quadra". Caso o Brasil chegue a final, a expectativa de público é de 30 mil pessoas. (R.F)

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