São Paulo - O Brasil fechou ontem a última etapa da Copa do Mundo com um saldo histórico: pela primeira vez, figura na ponta da classificação do masculino e no maior número de medalhas no feminino.
Ao todo, com a prata de Daniele Hypólito no solo e o bronze de seu irmão Diego no salto obtidos no último dia de provas em Gent (BEL), o País soma 23 medalhas em seis etapas. E mais ainda, alcançou o feito inédito de classificar três ginastas para a finalíssima da Copa, em Birmingham (ING).
Daiane dos Santos e os irmãos Hypólito, Daniele e Diego, são os principais protagonistas da alavancada de resultados da ginástica brasileira, sendo responsáveis por 82,5% dos pódios nacionais, e estarão em ação em dezembro na Inglaterra, na disputa que reunirá os oito melhores de cada aparelho pelo ranking de 2003 e 2004.
O status nunca antes alcançado ganha respaldo no fato de o Brasil ter abrigado pela primeira vez após 25 anos uma etapa da Copa, de ter marcado presença em todas as etapas deste ano Lyon, Cottbus, Rio, La Serena, Glasgow e Gent e de ver melhora no nível técnico dos atletas neste ano, seis ginastas alcançaram medalha, enquanto em 2003 só duas.
E, se não bastasse isso, o País chega à finalíssima como favorito em um aparelho: o solo, no qual Daniele abriu o caminho de triunfos com uma prata, no Mundial-01, na mesma Gent em que ontem reprisou a medalha, ficando atrás só da romena Catalina Ponor.
Daiane e Diego conquistaram sete dos 12 ouros do solo neste ano. Daiane já adiantou que vai lançar mão do mesmo Brasileirinho com que obteve o ouro no Rio e o quinto lugar nos Jogos de Atenas.

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