Brasil fecha Mundial com 8 medalhas
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segunda-feira, 20 de dezembro de 2010
Rafael Reis<br>Folhapress 
São Paulo - O efeito Cesar Cielo fez o Brasil quebrar seu recorde de medalhas em Mundiais de piscina curta (25 m) e deixar Dubai com a segunda melhor campanha da história. Foram oito pódios, contra seis de 1995, no Rio de Janeiro. Só que, no Mundial carioca, a qualidade das medalhas foi um pouco melhor.
Na ocasião, o Brasil levou três ouros, duas pratas e um bronze. Gustavo Borges e Fernando Scherer foram os destaques - cada um ganhou uma prova individual, e ambos venceram o revezamento 4 x 100 m livre.
No Mundial de Dubai, encerrado ontem, a seleção também faturou três ouros, mas só uma prata. Foram ainda quatro bronzes, resultados que deixaram o País em sétimo no quadro geral. Só no último dia de competição, foram quatro medalhas. Felipe França venceu os 50 m peito, e Kaio Márcio foi prata nos 200 m borboleta. Cielo conquistou os 100 m livre, e o Brasil ficou em terceiro no 4 x 100 m medley.
O astro brasileiro virou o primeiro atleta do País a ser ouro em duas provas individuais em uma única edição - triunfou antes nos 50 m. Também igualou os títulos das duas provas em Mundiais em piscina curta (25 m) e longa (50 m, distância também usada na Olimpíada). ''Na minha cabeça, a única diferença entre uma pessoa normal e eu é que nado um pouquinho mais rápido'', declarou.
Cielo é dono agora dos recordes sul-americanos das duas provas. Hoje, ganhou o ouro dos 100 m livre com 45s74. Bateu o francês Fabien Gilot (45s97) e o russo Nikita Lobintsev (46s35). Apesar da vitória, ficou distante da melhor marca da história, 44s94, de outro francês, Amaury Leveaux, estabelecido há dois anos, na era dos maiôs tecnológicos. ''Passei muito dos limites, está doendo muito'', afirmou Cielo, antes de voltar à piscina para os 4 x 100 m medley.
Ele ajudou o revezamento a obter o bronze, fechando sua participação com quatro medalhas - também foi terceiro no 4 x 100 m livre.
Afora Cesar Cielo, é Felipe França quem tem conseguido os melhores resultados do país na natação nas últimas temporadas. Nos dois últimos anos, o nadador de Suzano acumula uma quebra de recorde mundial (nos 50 m peito, prova que não entra na Olimpíada), uma prata no Mundial de piscina olímpica (50 m) e, agora, três medalhas da competição equivalente em curta (25 m). Ontem, ele venceu os 50 m peito e ajudou o Brasil a ganhar o bronze no revezamento 4 x 100 m medley.
''Hoje, eu estava com febre antes da prova. Estava apenas com 80% da minha força, e isso só demonstra que quando eu estiver 100%, teoricamente, não vai ter para ninguém'', disse.


