BASQUETE Brasil faz jogo desafio contra Cuba A partida de hoje faz parte da preparação da equipe brasileira que irá disputar a Olimpíada de Sydney, na Austrália Arquivo FolhaEsperança Alessandra, da Seleção Brasileira é um dos destaques do Brasil nos amistosos que serão realizados contra Cuba Da Redação e Agência Estado A seleção brasileira feminina de basquete estréia nas Olimpíadas de Sydney contra a Eslováquia, no dia 16 de setembro. Mas a caminhada olímpica começa hoje contra a seleção de Cuba, atual campeã pan-americana, no primeiro dos quatro Jogos Desafio Caixa. A partida será disputada no ginásio Bolão, em Jundiaí (SP), a partir das 9h30, com transmissão ao vivo da Rede Globo de Televisão. Antes da partida, a ex-atleta da seleção brasileira, Paula, irá receber uma homenagem da Confederação Brasileira de Basquete. O técnico Antonio Carlos Barbosa está otimista com relação ao desempenho de sua equipe mas não acredita em favoritismo. ‘‘São duas das seis melhores equipes do mundo na atualidade e candidatas a uma medalha em Sydney. Por isso, será uma partida equilibrada onde teremos que impor nosso ritmo de jogo desde o início para conseguir a vitória. Além disso, vamos fazer uma defesa forte e usar muito o contra-ataque. O mais importante é que a seleção tem um padrão de jogo definido e as atletas ganham confiança para desempenhar sua função’’ disse Barbosa Brasileiras e cubanas já se enfrentaram 34 vezes desde o primeiro confronto no Campeonato Mundial de 1953. Ao todo são 22 vitórias do Brasil contra 12 de Cuba. Nas Olimpíadas de Atlanta (96) as brasileiras venceram nas oitavas-de-final por 101 a 69 e no Mundial da Alemanha (96) nova vitória por 88 a 79, nas quartas-de-final. Na temporada 99 se enfrentaram duas vezes. A primeira foi na final do Torneio Pré-Olímpico de Havana, com vitória de Cuba por 90 a 87. O segundo confronto aconteceu na fase de classificação dos Jogos Pan-Americanos, quando o Brasil venceu por 84 a 78. Os amistosos estão computados desde 1990. Janeth A lateral Janeth, de 30 anos, vai disputar a sua terceira olimpíada, também a terceira do Brasil. Janeth tem sido titular absoluta da seleção desde 1992, quando o basquete feminino nacional conseguiu classificar-se para os Jogos pela primeira vez (a disputa olímpica na categoria feminina existe desde 1976). Mesmo assim, Janeth garante que ainda sonha e está motivada com a seleção. ‘‘Gosto de sonhar com o pódio’’, frisa Janeth. Janeth, que fez parte da geração de Paula e Hortência, ambas ‘‘aposentadas’’ do basquete, afirma que o seu pensamento está muito bem focado ‘‘no mês de setembro, em Sydney’’. A ala segue para o Houston Comets, da WNBA, em maio, para a sua terceira temporada na Liga Profissional Feminina do Basquete Norte-Americano. Antes disso, disputa o Campeonato Nacional pela Arcor/Santo André. Tudo isso, mais o fim da preparação da seleção, 15 dias antes da Olimpíada, com jogos em Los Angeles e no Havaí. Apesar do volume de atividades, em seis meses, Janeth, que tem excelente forma física e saúde, garante que não há espaço para palavras como ‘‘cansaço ou estafa’’.