Sydney deixará saudades. Não apenas pelas belezas da cidade e sua aptidão para ser uma boa anfitriã. A sede dos Jogos Paraolímpicos de 2000 será sempre lembrada pelos brasileiros por causa da boa campanha na competição. A participação do Brasil em Sydney terminou ontem com a conquista da medalha de bronze no futebol para paralisados cerebrais.
A 11ª edição dos Jogos Paraolímpicos foi histórica pela qualidade e quantidade de medalhas conseguidas pelo País. O Brasil conquistou 22 medalhas, sendo seis de ouro, 10 de prata e seis de bronze, a melhor campanha em todos os tempos. Em Atlanta, 1996, a equipe brasileira ganhou 21 medalhas, mas apenas duas ouro. Os brasileiros quebraram ainda quatro recordes mundiais, ficando na 24ª colocação entre os mais de 100 países competidores.
A Austrália foi a grande vencedora dos Jogos Paraolímpicos de Sydney, conquistando 149 medalhas, sendo 63 de ouro, 39 de prata e 47 de bronze. Em segundo lugar ficou o Reino Unido com 131 medalhas no total – 41 medalhas de ouro, 43 de prata e 47 de bronze. A Espanha ficou em terceiro com 39 medalhas de ouro, 30 de prata e 38 de bronze, total de 107 medalhas. O Canadá terminou em quarto com 96 medalhas, sendo 38 de ouro, 33 de prata e 25 de bronze. Os Estados Unidos terminaram em quinto lugar com 36 medalhas de ouro, 39 de prata e 34 de bronze, totalizando 109 medalhas.
No último dia de disputas, Roseane Santos, a Rosinha, participou da prova de lançamento de dardo e ficou em quinto lugar, categoria F58 (para amputados). O melhor lançamento da brasileira, que conquistou duas medalhas de ouro nestes jogos, atingiu os 19m39. A melhor marca da prova foi da nigeriana Edith Nzuruike com um lançamento de 25m54. A prata foi para a queniana Mary Nakhumicha, 27, com 23m87. Zakia Abdin, 33, do Egito, levou o bronze com 23m69.
Na maratona, categoria T12 (para deficientes visuais), o brasileiro Aurélio Santos, 38, não gostou muito do quinto lugar. Ele terminou a prova com o tempo de 2h41m45. O ouro da maratona masculina para deficientes visuais foi para o polonês Waldemar Kikolski, 33, que estabeleceu um novo recorde mundial com o tempo de 2h33m11. O inglês Stephen Briunt levou a prata com 2h34m10, e o mexicano Moises Beristain, 38, o bronze com 2h36m27.

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