Brasil faz 5 contra o sparring Panamá
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quinta-feira, 09 de agosto de 2001
Julio Cesar Lima<BR>De Curitiba 
A seis dias da partida contra o Paraguai, pelas Eliminatórias da Copa do Mundo/2002, a seleção brasileira de futebol precisou de uma hora para marcar o primeiro gol na fraca seleção do Panamá, na vitória por 5 a 0 ontem à tarde, no estádio Joaquim Américo, em Curitiba. Os gols de Edilson, Roberto Carlos, Euller, Juninho Paulista e Alex deixaram as 15 mil pessoas que assistiram à partida um pouco mais confiantes.
Apesar da goleada, o time chegou a ser vaiado em alguns momentos por causa da displicência na finalização dos atacantes. No primeiro tempo, duas bolas na trave e o excesso de preciosismo em algumas jogadas impediram a abertura do placar.
A seleção começou a partida dando a impressão de que aplicaria uma goleada histórica. Pressionou o Panamá em seu campo e em menos de quinze minutos o time criou seis chances de gol.
No Panamá o goleiro Macfarlane foi um dos principais destaques ao defender chutes de Marcelinho, Leonardo, Roberto Carlos, Edilson e Alessandro. Além dele, Anthony Torres, capitão do time, ajudou a evitar um desastre para sua equipe no primeiro tempo.
O papel de sparring (auxiliar do boxeador contratado para apanhar) da seleção do Panamá ficou evidente quando a delegação não trouxe os irmãos Jorge e José Dely Valdez, principais estrelas, que pediram dispensa da partida.
Na primeira etapa, as melhores jogadas aconteceram pelas alas esquerda, com Roberto Carlos; e direita, com Alessandro, que esteve mais à vontade na partida, ao contrário de outras experiências anteriores, em que jogou mal.
Aos 30 minutos de jogo, a torcida ensaiou uma vaia e pediu raça à equipe. Naquele momento, os torcedores já esperavam gols contra uma seleção colocada na 112º posição do ranking da FIFA (entidade internacional que dirige o futebol no mundo) e em um país que o beisebol e o boxe atraem muito mais pessoas que o futebol.
No segundo tempo, Felipão colocou Vampeta no lugar de Alessandro, o que lhe custou uma vaia da torcida paranaense. O time voltou mais objetivo, com tabelas rápidas entre Leonardo e Marcelinho e o primeiro gol não demorou.
Tinga recebeu um passe próximo à marca de pênalti e foi derrubado. Edilson cobrou com perfeição e abriu o marcador. Dois minutos depois, Alex, que entrou no lugar de Leonardo; concluiu uma tabela iniciada por ele mesmo.
O meia tocou para Marcelinho, que acionou Roberto Carlos na ponta. O ala cruzou para trás e Alex não teve trabalho para marcar o segundo gol.
Aos 35 min, Denilson arriscou um chute de longa distância. A bola bateu na trave, e no rebote, Euller, que substituiu Edilson, fez mais um.
O time panamenho estava batido em campo, quando sofreu outro pênalti, aos 42 minutos. O zagueiro Tito colocou a mão na bola, Juninho cobrou sem chances para o goleiro e marcou o quarto gol.
Nos acréscimos, Roberto Carlos fechou o placar depois de receber um passe de Denílson. O ala chutou forte sem chance para o goleiro reserva Portillo, que entrara cinco minutos antes e levou dois gols.
NA BAIXADA
BRASIL
Marcos (Dida); Juan, Roque Júnior e Cris; Alessandro (Vampeta), Tinga (Juninho Paulista), Eduardo Costa, Leonardo (Alex) e Roberto Carlos; Edílson (Euller) e Marcelinho (Denílson). Técnico: Luiz Felipe Scolari
PANAMÁ
MacFarlane (Portillo); Walter, Anthony Torres e Tito Guardia; Lucho Moreno (Dawner), Paschal (Oneil Vergara), Cubillas, Pito Rodriguez (Blanco) e Correa; Brown (Tejada) e Anderson (Parra). Técnico: Mihai Stoichita
Árbitro: Carlos Eugênio Simon (RS)
Estádio: Joaquim Américo, em Curitiba
Gols: Edílson (15 do 2º), Alex (17 do 2º), Euller (35 do 2º), Juninho Paulista (42 do 2º) e Roberto Carlos (46 do 2º).


