Brasil faz 3 a 0 na Itália em jogo tenso
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domingo, 12 de outubro de 2008
Giuliander Carpes<br>Bruno Lousada<br>Agência Estado 
Rio de Janeiro - Houve briga, polêmica e muita rivalidade em quadra. Mas, no final, prevaleceu a qualidade da seleção brasileira, que derrotou a Itália por 3 a 0, no tenso jogo de ontem, no Ginásio do Maracanãzinho, no Rio. Com isso, o Brasil já garantiu a vaga antecipada para as semifinais do Mundial de Futsal.
Faltando ainda uma rodada para o final da segunda fase do campeonato, o Brasil lidera o Grupo E com seis pontos, enquanto Irã e Itália dividem a segunda colocação, ambos com três - como iranianos e italianos se enfrentam no último jogo, amanhã, em Brasília, uma vaga das duas da chave já é dos brasileiros.
Além da vitória sobre a Itália, o Brasil foi favorecido pelo outro resultado de ontem no Grupo E. Afinal, os 5 a 4 do Irã sobre a Ucrânia deram a classificação antecipada aos brasileiros, que encerram a segunda fase amanhã, no jogo contra os lanternas ucranianos (0 ponto), novamente no Ginásio do Maracanãzinho, no Rio.
O jogo
O Brasil começou a partida melhor e fez 2 a 0 logo no primeiro tempo, com gols de Schumacher e Lenísio, aos 11 e aos 13 minutos, respectivamente. E Falcão já tinha feito algumas jogadas desconcertantes, para irritação dos italianos, o que resultou em um tumulto no intervalo do jogo (leia matéria nesta página).
Depois de tudo isso, o segundo tempo foi ainda mais tenso em quadra. Mas o Brasil conseguiu fazer outro gol, com Ari, aos 9 minutos, e Falcão continuou desfilando jogadas de efeito, irritando ainda mais os italianos.
''Acredito no potencial de ataque do Falcão. Quando precisamos decidir, ele é o nosso principal jogador'', afirmou o técnico do Brasil, PC de Oliveira. O próprio Falcão concordou. ''No momento certo, as jogadas individuais brasileiras fazem toda a diferença. Até mesmo para irritar os adversários'', disse.
Outra polêmica começou depois do terceiro gol, que praticamente definiu a vitória. Na comemoração, PC de Oliveira ''ofereceu'' o gol a três ex-treinadores de futsal que estavam na tribuna reclamando da atuação da seleção. O treinador fez gestos e vibrou bastante, virado para o pequeno grupo que criticava o time. ''Entendo o torcedor. Ele pode agir da maneira que quiser, vaiar a equipe'', explicou. ''Agora, 'salonista' fracassado não pode. Estes que torcem contra o esporte têm que ficar em casa. Era uma minoria, mas peguei os três ali. Tive que responder'', contou.


