Brasil faz 2 a 0 no confronto com o Marrocos na Copa Davis
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sábado, 10 de fevereiro de 2001
Agência Folha De São Paulo 
O calor e a quadra de saibro, vitais em outras vitórias, estavam lá. Já a torcida, sempre essencial, não lotou nem metade das arquibancadas do confronto mais caro da primeira rodada da Copa Davis de tênis de 2001. Mesmo com só parte de seus trunfos, o Brasil abriu ontem, no Rio de Janeiro, uma vantagem de 2 a 0 na sua estréia no torneio contra Marrocos. Primeiro, em quase quatro horas, Gustavo Kuerten, 24, venceu Karim Alami por 3 sets a 2 (parciais de 6/7, 6/4, 3/6, 6/1 e 6/2). Depois, Fernando Meligeni, 29, bateu Hicham Arazi por 3 a 1 (parciais de 4/6, 7/5, 6/3, 4/3 e abandono). Hoje, às 11 horas, novamente no clube Marapendi, na Barra da Tijuca, acontece o jogo de duplas.
O desgaste provocado pelo calor e pelos jogos longos de ontem pode tirar dois dos jogadores escalados para a partida de duplas, hoje, às 11 horas. Gustavo Kuerten e Hicham Arazi podem ceder lugar aos seus reservas no jogo de hoje, que pode ser o decisivo no confronto. Caso isso aconteça, o número um do Brasil cederá lugar ao paulista Alexandre Simoni, 21, que faria a sua estréia na Davis. Younes El Aynaoui deve substituir Arazi se o titular não puder atuar. Simoni jogaria pela primeira vez duplas com Jaime Oncins, 31, o mais experiente da equipe. Há grandes chances de Simoni jogar por causa do desgaste de Guga, disse ontem o capitão do Brasil, Ricardo Acioly.
Com Kuerten exausto, o capitão Ricardo Acioly pode optar por Alexandre Simoni ao lado de Jaime Oncins contra a dupla de Marrocos, no jogo que pode decidir o confronto se o Brasil vencer. Amanhã, acontecem as outras duas partidas de simples. Em toda a história do Grupo Mundial, disputado desde 1981, apenas oito vezes uma equipe que começou perdendo por 2 a 0 conseguiu vencer o confronto.
A Copa Davis em que tem mais chances de título, já que pode atuar como mandante até a final, começou para o Brasil com um cenário bem diferente das outras atuações da equipe em casa.
No início do primeiro jogo, havia menos de 3 mil pessoas na arena que comporta quase 10 mil. Não moramos na Austrália ou na Suíça. É evidente que os ingressos estão caros, disse Meligeni.
Segundo a CBT, os ingressos estão praticamente esgotados. Para a entidade, só havia pouco público por ter sido um dia normal de trabalho. Em 2000, no confronto com a Eslováquia, com ingressos até 30% mais baratos, o Marapendi estava lotado na sexta, que também era um dia normal.
Com pouca gente, arbitragem e rivais tiveram pouco trabalho com a torcida, que chegou até a provocar a retirada da equipe da Áustria de um confronto em 1996.
Nos dois jogos, não houve punição para os tenistas locais com a perda de um ponto por mau comportamento da torcida. O público se comportou muito bem, disse Alami.


