Brasil estuda rivais e pode sediar Mundial em 2002
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quarta-feira, 18 de novembro de 1998
Da Redação e AE 
A seleção brasileira masculina de vôlei só vai começar a pensar no adversário de amanhã, a Coréia do Sul (o jogo é às 4h30 da madrugada de quarta para quinta-feira, horário de Brasília, com TV), depois de encerrado o jogo contra o Canadá, que seria disputado na madrugada de hoje. Essa é a política adotada pela comissão técnica. Pensar em um rival de cada vez.
Até ontem à tarde, a única pessoa na delegação que pensava na Coréia era Gilda Teixeira, que é a responsável pelas gravações e edições das fitas com jogos dos adversários. Gilda passou a madrugada editando as principais jogadas dos sul-coreanos na primeira fase. O técnico Radamés Lattari e seu assistente-técnico Alemão respondiam com um seco ainda não analisei a qualquer pergunta sobre o time coreano.
A Coréia é um adversário tradicionalmente difícil para o Brasil, já tendo complicado a vida na seleção brasileira nas Olimpíadas de 84 e 88. Radamés não fala, mas ele sabe que enfrentar a escola asiática sem ter treinado para isso pode ser um problema, principalmente no início.
Mundial de 2002 - Argentina e Brasil são considerados os países favoritos para organizar os Campeonatos Mundiais Masculino e Feminino de Vôlei, respectivamente, em 2002. A Federação Internacional da modalidade (FIVB) pretende anunciar os escolhidos no dia 28, na véspera da decisão do título do Mundial Masculino, em Tóquio.
A Argentina tem como maiores adversários na luta pela organização do torneio Itália e Portugal. Brasil é o principal candidato no feminino, mas Estados Unidos e Alemanha já manifestaram a intenção de ser sede do evento.
A Argentina tem a vantagem de ter o apoio importante de uma rede de TV, condição fundamental para a organização do torneio. Além disso, segundo Acosta, a seleção argentina seria séria candidata ao título.
Multas - A Federação Internacional de Vôlei resolveu multar ontem sete seleções em US$ 3 mil cada uma por não seguir a orientação de usar uniformes mais colantes ao corpo. Itália, Brasil, Estados Unidos, Argentina, Rússia, Polônia e Turquia foram punidos pelo departamento de controle da FIVB, que cuida dos uniformes das delegações.
No Campeonato Mundial Feminino, encerrado na semana passada, cinco seleções foram multadas pelo mesmo motivo. O dinheiro será descontado na premiação que todas as seleções vão receber. Como as seleções alegam não ter outro uniforme de jogo, os times continuarão usando as camisas consideradas muito largas pelos dirigentes.


