Brasil estréia no Mundial contra a Austrália
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quinta-feira, 17 de agosto de 2006
Folhapress 
São Paulo - O Brasil inicia, na madrugada de amanhã, sua participação no mais difícil, internacionalizado e competitivo Mundial de basquete da história. A seleção masculina, que pela primeira vez terá jogadores da NBA em uma competição desse nível, pega a Austrália à 1h30.
''O país não vem obtendo bons resultados internacionais. Mas o Mundial do Japão será uma boa chance'', diz o técnico Lula, do Brasil, ausente das duas últimas Olimpíadas e oitava colocado no Mundial-02.
O país não chega às semifinais do Mundial desde 1986 e há 28 anos não leva medalha foi bronze nas Filipinas-78. Pela primeira vez, o evento terá 24 países na disputa em Indianápolis-02 eram só 16.
Cerca de 40 atletas de 14 seleções atuam na NBA. O Brasil terá dois representantes da mais badalada liga de basquete do planeta: Leandrinho (Phoenix) e Anderson Varejão (Cleveland). A Austrália, rival da estréia, um: Andrew Bogut, 21, do Milwaukee, primeira escolha do ''draft'' (loteria de calouros) de 2005. ''Podemos enfrentar qualquer um'', gaba-se Brian Goorjian, técnico da seleção.
O mercado não é mais restrito aos inventores do basquete. Há lituano dirigindo a China, sérvio no banco japonês e argentino treinando o Panamá. Há quem veja no fenômeno um desvio de conduta. ''Desde que existem seleções nacionais, acho que o técnico também deve ser daquele país'', opina Dirk Bauermann, treinador da Alemanha, uma das poucas seleções, de fato, 100% nacionais.
Segundo o site da Fiba, há estrangeiros atuando em 13 times. Alguns são resultado do bagunçado mapa-múndi dos últimos anos, como bósnios e croatas em Sérvia e Montenegro. A Nigéria, porém, exagera ao chamar nove americanos. A Austrália é reforçada por outro, o armador C.J. Bruton.
Não bastasse isso, o Brasil integra a chave mais complicada. A seleção terá que enfrentar, além de Austrália, Grécia, campeã européia, Lituânia, Turquia e Qatar. Apenas o país do Oriente Médio é figurante. Os quatro primeiros dos grupos vão às oitavas-de-final, disputadas em mata-matas até a decisão. ''É preciso usar de 10 a 12 jogadores por partida. O time não pode quebrar no meio do campeonato'', analisa Lula.
Foi o que ocorreu em Indianápolis-02. O Brasil venceu seus quatro primeiros jogos e perdeu os cinco seguintes.


