France PresseFaltou espaçoRonaldinho é combatido pelo zagueiro Blanc. O Brasil não conseguiu sair da implacável marcação francesaO seleção brasileira empatou ontem, em 1 x 1, com a seleção francesa na abertura do Torneio da França. O jogo foi realizado no Stade de Gerland, em Lyon. No primeiro tempo, o destaque brasileiro foi Romário, que criou as principais jogadas de ataque. Quando foi para a frente, esperar lançamentos, ficou sem fazer nada, porque Giovanni e Leonardo nada criaram.
O Brasil mostrou evolução, mas seus principais erros persistiram na partida de ontem. O maior problema foi o desmembramento do time. Muitas vezes, o Brasil ficava dividido em dois blocos, cinco no ataque e outro tanto na defesa - separados por dezenas de metros. Somente nos ataques mais lentos da França e nos lances de bola parada, os brasileiros se defenderam em bloco.
Aos 10 minutos, três carecas se destacaram. Romário lançou Ronaldinho, este acertou um belo chute, mas o goleiro Barthez espalmou para escanteio. Um minuto depois, foi a vez dos aloirados - verdadeiros ou falsos. O atacante Maurice lançou o meia-ponta Ba, que invadiu a área e chutou. Taffarel rebateu e defendeu em seguida.
Aos 13 minutos, o volante Karembeu, da Sampdoria (Itália), que fora escalado mesmo com dores no tornozelo, não aguentou e saiu - entrou Vieira. Em seguida, os franceses pediram toque de Mauro Silva na área, mas o juiz nada marcou. Aos 21, saiu o primeiro gol. Romário perdeu a bola e simulou ter sido atingido, no meio do ataque. Roberto Carlos acertou um forte chute no ângulo esquerdo de Barthez. Brasil 1 x 0. Dois minutos depois, Cafu foi à linha de fundo e cruzou baixo, Giovanni fez o corta-luz e Ronaldinho chutou. Barthez pulou e espalmou, arrancando aplausos e gritos da torcida.
No segundo tempo, os franceses aumentaram a pressão, forçando o Brasil a recuar. Logo a 1 minuto, a França teve sua melhor chance, criada por um erro de Dunga. Na pequena área, ele recuou a bola a Taffarel, que estava caído e a segurou. Mas na cobrança do tiro indireto, Cafu desviou o chute de Deschamps.
Ter evitado o gol não animou os brasileiros, que continuaram nervosos. Por 9 minutos, viveram de chutões, sem conseguir chegar à área adversária. Sem conseguir ao menos prender a bola no ataque, o Brasil acabou por sofrer o gol. Aos 14 minutos, a França atacou pela direita. A bola foi cruzada para Maurice que, após bloqueio parcial de Célio Silva, chutou. Keller aproveitou o rebote de Taffarel.
A primeira chance brasileira nessa etapa, foi aos 24, num chute longo de Dunga, que Barthez conseguiu desviar. O Brasil começou a melhorar aos 29, quando o camisa 13 Djalminha substituiu Giovanni, que nada fazia. O meia do Palmeiras passou a coordenar as jogadas de ataque, que aos 33 perdeu Romário, substituído pelo atacante Paulo Nunes.
O primeiro tempo da seleção brasileira na partida agradou ‘‘muito’’ ao técnico Zagalo. ‘‘No segundo tempo, houve uma queda, mas foi normal. A equipe está em formação’’. Zagalo indicou que não decidiu barrar novamente o meia-atacante Giovanni do time titular. ‘‘Coloquei o Djalminha para fazer observações’’. Ele evitou fazer críticas aos jogadores. ‘‘Houve erros, mas fomos muito melhor do que contra a Noruega’’, disse.
O técnico da França, Aimé Jacquet, disse ter gostado de sua equipe, que ‘‘só cedeu um gol num chute excepcional’’.França 1
Barthez; Candela, Blanc, Desailly (Thuram) e Lizarazu; Deschamps e Karembeu (Vieira); Ba, Zidane e Pires (Keller); Maurice. Técnico: Aimé Jacquet
Brasil 1
Taffarel; Cafu, Célio Silva, Aldair (Gonçalves) e Roberto Carlos; Dunga, Mauro Silva, Giovanni (Djalminha) e Leonardo; Romário (Paulo Nunes) e Ronaldinho. Técnico: Mario Zagalo
Árbitro: Kim Milton Nielsen (Dinamarca)
Local: Estádio Gerland de Lyon
Público: 29.500
Gols: Roberto Carlos (21’) do 1º tempo; Keller (14’) do 2º tempo

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