Brasil estréia hoje contra a Itália pelo Grand Prix
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quinta-feira, 20 de agosto de 1998
Da Redação 
O Brasil avalia a partir de hoje quais serão suas chances no Mundial feminino de vôlei. A seleção disputa contra a Itália sua partida de estréia no Grand Prix, às 10 horas (de Brasília), em Macau (território administrado por Portugal a leste da Ásia). O certame - uma versão feminina da Liga Mundial - é o terceiro mais importante da modalidade, atrás da Olimpíada e do Mundial.
As oito equipes que disputam a edição 98 têm lugar assegurado no Mundial: além de Brasil e Itália, jogam Cuba, EUA, Rússia, Japão, Coréia do Sul e China. Em três finais de semana, as equipes jogam entre si, buscando três vagas nas semifinais. A China, por ser anfitriã, já está classificada. As russas, atuais campeãs - o Brasil venceu duas vezes (94 e 96) - , são rivais na fase classificatória do Mundial, em novembro. O tempo que nos resta antes do Mundial é muito curto. Precisamos ter parâmetro de como estão as outras equipes e do quanto estamos atrás na preparação, disse o técnico Bernardo Rezende, o Bernardinho.
Ausente em 97, por decisão do presidente da CBV, Ary da Graça Filho, que afirma ser um torneio desgastante e rentável apenas para a FIVB (Federação Internacional de Vôlei), a seleção retomou competições oficiais apenas em junho. Ficou em quarto lugar na Copa Volley Masters, ex-BCV Cup. Sem as estrelas Ana Moser e Fernanda Venturini, que fizeram um acordo para só voltar a jogar no Mundial, e a atacante Érika, 18, revelação da Superliga, mas que aguarda liberação de documento da FIVB que comprove sua feminilidade, Bernardinho pretende fechar o grupo que vai ao Mundial do Japão. Como não devem acontecer mudanças bruscas, daqui já devo tirar a maior parte da equipe, disse ele.
O objetivo de Bernardinho é levar a equipe à rodada final. Quanto mais jogos, melhor. Se conseguirmos chegar à uma semifinal com Cuba ou Rússia, que são os favoritos, terá sido um resultado satisfatório. A Itália, primeira adversária, tem como base a equipe vice-campeã mundial juvenil. Elas são inexperientes. Se mantivermos um bom padrão de jogo, não teremos muitos problemas, acredita o treinador.
As brasileiras devem entrar em quadra usando uniforme nos moldes do tradicional (sunga e camiseta) em vez do macaquinho, considerado muito curto e desconfortável - e que causou polêmica entre jogadoras e comissão técnica.
As oito equipes participantes do Grand Prix jogarão 24 dias em seis cidades da Ásia por uma premiação que totaliza US$ 1,5 milhão. A equipe que vencer a final dia 12 de setembro embolsa US$ 300 mil (a Liga Mundial reparte US$ 8 milhões entre 12 times; o campeão leva US$ 1 milhão). Este ano, o Grand Prix oficializa o líbero (jogador especializado em defesa). No caso do Brasil, a função será exercida por Sandra, 35 anos.


