Brasil estreia em busca do nono título
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sábado, 02 de julho de 2011
Thiago Mossini <br> Enviado à Argentina 
Los Cardales - Atual bicampeão da Copa América, o Brasil estreia na edição 2011 da competição hoje, às 16 horas, contra um adversário teoricamente fraco, a Venezuela, no Estádio Ciudad de La Plata, na região metropolitana de Buenos Aires. Além de defender o título, o time do técnico Mano Menezes tem outros desafios pela frente, como desbancar o favoritismo da seleção anfitriã, espantar a desconfiança desta nova era e mostrar que a renovação imposta pelo ex-treinador corintiano está no caminho certo.
O torneio é a prova de fogo para o técnico, que assumiu a equipe como segunda opção - Muricy Ramalho, na época, preferiu cumprir seu contrato com o Fluminense - após a eliminação diante dos holandeses na Copa do Mundo da África do Sul. Dos escolhidos pelo antecessor, Dunga, para o mundial, apenas nove ainda permanecem na Seleção, sendo que seis deles são titulares.
A nova seleção brasileira tem como aposta principal um trio de jovens que vem brilhando em seus clubes. Alexandre Pato, 21 anos, é o destaque do Milan, campeão italiano. A dupla Neymar e Paulo Henrique Ganso levou o Santos ao tricampeonato da Libertadores. É neles que estão depositadas as fichas para o sucesso brasileiro na competição. O treinador espera que a dupla repita com a camisa amarela o mesmo entrosamento, ousadia e eficiência que tiveram com a camisa santista. ''Estou preparado e feliz. Com esse grupo, ao lado de Ganso, Neymar, espero fazer um grande campeonato'', disse Pato.
O treinador aproveitou ter um adversário mais fraco pela frente para escalar três atacantes, uma nova tendência do futebol mundial. Assim, junta-se a Pato e Neymar, o milanista Robinho, formando o quarteto ofensivo, que já vem sendo chamado de ''mágico'', completado por Ganso.
''Penso que isso é uma tendência mundial e as seleções que têm condições de acompanhá-la são Brasil e Argentina. O Uruguai também joga com três homens com características ofensivas, mas por trás eles têm muita marcação'', analisou Mano.
Para o técnico brasileiro, enquanto a Argentina se apoiará no talento de Messi para conseguir um bom desempenho em casa, o Brasil poderá ter como diferencial a qualidade de Ganso. ''A Argentina, por motivos óbvios, está jogando muito parecido com o Barcelona, com dois homens mais abertos esvaziando a dupla de zagueiros para que o Messi possa vir armar. Já a nossa formação tem mais armação de meio, já que o Ganso tem qualidade para poder fazer isso melhor do que outros jogadores que formam o meio de campo dos adversários'', analisou.
O camisa 10 brasileiro, aliás, é visto como o grande craque brasileiro. Mano se rendeu de vez ao santista, que esteve machucado em boa parte de seu período no comando da Seleção. ''Valeu a pena esperar pelo Ganso porque ele vem sendo um dos principais jogadores na função. Ele dá ao meio-campo um equilíbrio nas ações de atacar, de reter a bola, de tomar a iniciativa do jogo. O Ganso te dá a opção de escolha nas jogadas, que é o que precisa ser feito pela Seleção Brasileira durante as partidas'', afirmou Mano Menezes.
Na ausência de Ganso, o treinador testou diversos jogadores para a posição, casos de Ronaldinho Gaúcho, Jadson, Elano, Lucas, Renato Augusto, Thiago Neves, Carlos Eduardo e Phillipe Coutinho. ''Não há um jogador tão completo quanto o Ganso para fazer essa função'', reforçou.
Precaução
Apesar da equipe ofensiva, Mano Menezes pede precaução em relação à Venezuela. O treinador chegou a afirmar que a Vinotinto, como é chamada, não é mais ''uma galinha morta''. Tanto que dos três últimos confrontos, o Brasil perdeu um, goleou no outro e empatou o último. A própria Argentina foi exemplo. Super favorita, empatou com a frágil Bolívia na abertura em 1 a 1.
Porém, o retrospecto brasileiro ainda é muito superior. Em 20 duelos contra a Venezuela, o Brasil venceu 18. Os dois tropeços vieram com Dunga.
EM LA PLATA
Brasil
Júlio César; Daniel Alves, Lúcio, Thiago Silva e André Santos; Lucas Leiva, Ramires e Ganso; Robinho, Neymar e Alexandre Pato. Técnico: Mano Menezes
Venezuela
Vega; Rosales, Rey, Cichievo e Orozco; Rincón, Lucena, Seijas e Cesar Gonzalez; Arango (Maldonado) e Moreno. Técnico: César Farías
Árbitro: Raúl Orosco (BOL)
Estádio: Ciudad de La Plata
Horário: 16 horas


