Brasil estréia contra Argentina no Mundial
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segunda-feira, 11 de setembro de 2006
Agência Estado 
São Paulo - Com uma equipe que mescla juventude e experiência, o Brasil começa hoje a disputar o Mundial feminino de basquete, em São Paulo e Barueri. Doze anos depois da histórica conquista do título mundial, o time liderado por Janeth, de 37 anos, com quatro Olimpíadas e quatro Mundiais no currículo, tem como meta chegar ao pódio. O Brasil está no Grupo A, com Coréia do Sul, Espanha e Argentina - rival da estréia, às 15h15, no Ibirapuera.
Mas as maiores rivais pelo título são outras. Janeth aponta cinco equipes favoritas ao título, além da seleção brasileira: Rússia, Austrália, Estados Unidos, República Tcheca. Também fala da Espanha, que foi derrotada pelo Brasil em um amistoso no sábado.
Os grandes favoritos são os Estados Unidos. A última derrota do time em Mundiais ou Olimpíadas foi em 1994, quando o Brasil foi campeão mundial. De lá para cá, três títulos olímpicos e dois mundiais ficaram com as americanas. Mas a equipe vem sem duas de suas estrelas: Lisa Leslie - dona de três ouros olímpicos e dois mundiais e eleita a melhor jogadora da WNBA - pediu dispensa da seleção dos Estados Unidos por questões familiares e Yolanda Griffith. A novidade na equipe é a pivô Cheryl Ford, filha do ex-jogador e estrela da NBA, Karl Malone.
As asiáticas são a pedra no sapato das brasileiras, que foram eliminadas por elas nas quartas-de-final da última edição do Mundial, na China, em 2002. Na ocasião, a equipe comandada por Antônio Carlos Barbosa amargou a sétima posição.
Hoje, a Coréia parece não oferecer tanto perigo às brasileiras. ''É um time novo. Das companheiras que enfrentei há quatro anos e na Olimpíada de 2004, só uma permanece na equipe. Tem até uma menina de 17 anos'', conta a pivô Alessandra , de 32 anos e 2,00m, que defende o Wooribank, da Coréia do Sul. ''É uma equipe que chuta forte dos três pontos'', acrescentou Barbosa.
Com uma seleção mais madura, as jogadoras não pensam em outro resultado fora do pódio. ''Não estou aqui para brincar, quero o título'', diz Barbosa. Na Olimpíada de Atenas/2004, elas bateram na trave com o quarto lugar - mesma posição que ocupam no ranking da Federação Internacional de Basquete. ''Não podemos pensar pequeno. Se pensarmos assim, já ficamos para trás. Penso lá na frente, em uma medalha. Não vou falar que é o ouro. É muito difícil. Mas se a gente chegar à semifinal, vamos 'nos matar' para ganhar'', disse a armadora Helen Luz, de 33 anos.
O time russo, vice-campeão mundial e medalha de bronze em Atenas/2004 - venceu o Brasil na disputa do terceiro lugar, continua forte. E as australianas, prata na última Olimpíada, ainda contam com Lauren Jackson, uma das melhores jogadoras da WNBA nas últimas temporadas.
Para a armadora, que faz parte da seleção remanescente do título mundial de 1994, o jogo contra a Argentina é o mais difícil. O time é bastante conhecido do Brasil nos torneios Sul-Americanos. ''É uma equipe forte, mas não tem nos causado problemas nos últimos jogos'', diz Barbosa.


