Brasil estreia ante Austrália no Mundial
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terça-feira, 28 de junho de 2011
Agência Estado 
Rio - Por duas vezes o último obstáculo foi intransponível. Por duas vezes o tão sonhado título ficou no quase. Mas uma nova chance se apresenta. A seleção brasileira feminina de futebol se diz pronta para vingar as derrotas para Estados Unidos e Alemanha nas finais da Olimpíada de 2008 e no Mundial de 2007, ambos na China, na Copa do Mundo que acontece na Alemanha. A estreia brasileira acontece hoje diante da Austrália, a partir das 13h15 (de Brasília), em Moenchengladbach. No Grupo D, as brasileiras enfrentarão ainda Noruega e Guiné Equatorial, da África.
''Estamos nos destacando há alguns anos nessas competições. Está mais do que na hora de a gente ir em busca do primeiro lugar, para coroar um longo trabalho'', disse Marta, de muitas conquistas individuais - eleita cinco vezes a melhor jogadora do mundo. ''Antigamente precisávamos ganhar para chamar a atenção das pessoas. Agora, não. Precisamos ganhar porque chegou a hora, porque a gente é capaz, porque temos um grupo muito forte'', afirmou o técnico Kleiton Lima.
Para conquistar o inédito troféu, no entanto, o Brasil terá de superar adversários poderosos, como as norte-americanas, bicampeãs olímpicas e mundiais, e as alemãs, também com dois títulos da Copa. Além delas, a se destacar Canadá e Suécia.
A avaliação é do jovem treinador brasileiro de 37 anos, há 17 trabalhando com o futebol feminino, nos Estados Unidos e nas divisões de base do Brasil. Kleiton sabe que existe muita expectativa sobre o desempenho brasileiro e as próprias meninas carregam sobre os ombros um pesado estigma de que não conseguem atingir o patamar mais alto. Ele espera que isso tenha um fim neste ano. ''Tudo começa com um sonho e sonhamos todo dia com esse título. Já conquistamos um vice mundial e dois vices olímpicos. É difícil você pular de último para primeiro, mas de segundo para primeiro não é tão difícil assim'', opinou.
Kleiton chegou ao comando da seleção principal em janeiro de 2009 e sabia que o caminho estava correto. As finais olímpica e mundial indicavam isso. Mas era preciso buscar algo novo. Iniciar um processo gradual de renovação era sua missão, mesclar as veteranas de outras Copas com jovens promissoras. No atual grupo, 14 atletas já trazem a experiência de pelo menos um Mundial disputado. As outras sete são novatas.
''Essa seleção veio praticamente integral de dois ciclos'', contou Kleiton. ''Estamos fazendo essa renovação dentro de um equilíbrio, mantendo atletas como a Andréia Suntaque e a Formiga, que têm três Copas do Mundo. Além de Marta e Cristiane que ainda têm muito a doar. Mas promovendo algumas da base, como a Bia, a Thaís (Guedes) e a Francielle''.


