France PresseNa expectativaA comitiva brasileira ontem, toda sorridente antes do período de explanações das cidades candidatasOs integrantes da comitiva brasileira, comandadas pelo presidente da Fifa, João Havelange, deixaram bastante otimista o salão em que fizeram ontem a exposição da candidatura do Rio para a sede da Olimpíadas de 2004 na sede do Comitê Olímpico Internacional (COI), na cidade suíça de Lausanne.
O presidente da comitiva, Ronaldo Cezar Coelho, garantiu não ter a menor dúvida de que o Rio será anunciado hoje, no Museu Olímpico, como uma das quatro cidades finalistas. As Tvs Globo e Bandeirantes devem transmitir ao vivo o anúncio, previsto para as 9 horas de Brasília.
‘‘Acho que mostramos todos os motivos para sermos a cidade sede da Olimpíada’’. Além dos aplausos dos integrantes da comissão, Coelho ficou particularmente confiante porque nenhuma pergunta foi feita durante a exposição.
Após a apresentação e ainda no salão de exposição, o presidente da Rio 2004 conversou separadamente com o queniano Kipjoge Keino, um dos membros da comissão do COI (e que pediu autógrafo e quis tirar foto ao lado do Pelé), lembrando de uma parte esquecida em seu discurso, feito de improviso.
Pel鑑Lembrei que o Brasil é uma nação de muitos negros, uma das maiores da terra’’, comentou. Pelé, a grande estrela da comitiva, também mostrou-se otimista, colocando o Rio ao lado de favoritas como Roma e Atenas.
‘‘Tenho certa experiência em situações como esta e vi que os membros do COI ficaram satisfeitos com nossa exposição’’, explicou o ministro extraordinários de Esportes. ‘‘Fiz questão de mostrar a importância do esporte para os jovens brasileiros e o impulso que a Olimpíada daria ao Brasil’’.
O representante oficial do governo federal, lembrou aos delegados do Comitê Olímpico Internacional (COI) seu trabalho como atleta e ex-atleta. ‘‘Como vocês sabem, fui aos Estados Unidos incentivar o futebol. Poderia ter ido para a Itália ou para Espanha e ganhar mais dinheiro, mas preferi ir a um lugar em que o esporte tivesse apenas começando’’ escreveu, em inglês, em seu discurso. ‘‘Que diferença faz ter uma Olimpíada em Estocolmo? E em Roma? Vai mudar um povo, uma cultura? No Rio é diferente. É a chance de mudar uma nação’’, afirmou mais tarde.
Da sede do COI até o museu olímpico, Pelé distribuiu mais de 40 autógrafos. A um brasileiro que disse morar há seis meses na Suíça o ministro pediu-lhe que voltasse para casa. Nem mesmo a presença de dois grandes esportistas conseguiu tirar o ‘‘monopólio’’ de Pelé sobre a mídia internacional. A francesa Marie-José Perec, ouro nos 200 e 400 metros rasos em Atlanta-96, e que apóia Lille na corrida olímpica, atraiu alguns flashes, enquanto Pelé se reunia com o COI. Quando saiu, fez a corredora ficar ‘‘desprezada’’. Ao espanhol Miguel Induráin, o maior ídolo do ciclismo mundial, que chegava no mesmo instante, os jornalistas pediram licença para acompanhar a saída de Pelé.

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