São Paulo - O Comitê Olímpico Brasileiro (COB) anunciou ontem que utilizará a cidade de Macau, na China, com base de apoio aos atletas para a aclimatação antes da Olimpíada de Pequim. As duas maiores equipes da delegação brasileira, da natação e do atletismo, já confirmaram que irão fazer a preparação final no local.
Apesar da base de apoio que será montada em Macau, algumas confederações decidiram fazer a aclimatação em outros locais, com total apoio do COB. É o caso das seleções de handebol e da equipe de taekwondo, por exemplo, que escolheram a Coréia do Sul. Já o judô, a ginástica artística e o vôlei optaram pelo Japão.
A aclimatação é considerada fundamental para o sucesso dos atletas brasileiros nos Jogos Olímpicos de Pequim, já que a diferença de fuso horário entre Brasil e China (são 11 horas) pode atrapalhar a preparação. Por isso, a partir de julho, as equipes começarão a chegar a Macau para o trabalho final antes da Olimpíada, cuja abertura será em 8 de agosto.
''O processo de aclimatação é fundamental devido à diferença de 11 horas entre os fusos horários de Brasil e China. As modalidades que decidiram ir direto para a China chegarão com boa antecedência a Pequim para quebrar o efeito do 'jet lag' (fadiga de viagem)'', explicou o gerente do departamento técnico do COB, José Roberto Perillier.
Segundo o COB, Macau foi escolhida por causa do clima parecido com Pequim e por apresentar instalações esportivas de alto nível - os brasileiros conheceram o local durante a primeira edição dos Jogos da Lusofonia, em 2006. Outro fator foi a facilidade com o idioma, já que a cidade é uma ex-colônia portuguesa e o português é uma das línguas oficiais.
''Para Sydney/2000, optamos por um período de aclimatação em Canberra, levando os integrantes da delegação brasileira para um único local. Em Atenas/2004, resolvemos polarizar a aclimatação e o aprimoramento final das equipes em vários centros. Desta vez, para Pequim/2008, optamos pelo equilíbrio entre as duas experiências'', disse o chefe da missão brasileira nos Jogos de Pequim, Marcus Vinícius Freire.

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