Brasil entra em pane, mas vence Egito
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quinta-feira, 26 de julho de 2012
Agência Estado 
São Paulo - A seleção brasileira tomou um susto, mas escapou de uma surpresa em sua estreia na Olimpíada de Londres. O time de Mano Menezes abriu uma vantagem de três gols em apenas meia hora de jogo, permitiu uma reação do Egito na etapa final, mas segurou a vitória por 3 a 2, ontem, no Estádio Millennium, em Cardiff, capital do País de Gales.
Depois de um primeiro tempo fulminante com gols de Rafael, Leandro Damião e Neymar, ditados pelo ritmo incessante de Oscar, a equipe brasileira teve 45 minutos finais de pura apatia e quase repetiu o vexame da badalada Espanha, que estreou com surpreendente derrota por 1 a 0 para o Japão, também ontem.
O resultado levou o Brasil à liderança do Grupo C pelo critério de gols marcados, já que na outra partida a Bielo-Rússia venceu a Nova Zelândia por 1 a 0, em Coventry. A seleção volta a campo domingo, às 11 horas (de Brasília), no mítico Estádio Old Trafford, casa do Manchester United.
O time de Mano Menezes estreou nos Jogos Olímpicos dando sinais de nervosismo. Neymar e companhia não conseguiam trocar passes e o Egito resolveu assustar. El Neny se aproveitou da lentidão de Juan, limpou o zagueiro com um toque para a direita e bateu sem ângulo, para defesa de Neto.
Refeito do susto, o Brasil precisou apenas de meia hora para abrir uma vantagem que parecia confortável. Aos 15 minutos, Oscar achou Rafael na área e o lateral-direito trocou de pé para bater cruzado, de canhota: 1 a 0. O segundo gol veio aos 25, com nova participação de Oscar, que ganhou do zagueiro na corrida, driblou o goleiro e rolou para Leandro Damião encher o pé e quebrar o jejum de gols pela seleção em 2012. Quatro minutos depois, Neymar tocou para Hulk na esquerda e correu para completar a jogada com uma testada firme na área. Três gols marcados de forma natural, graças à boa movimentação do quarteto ofensivo brasileiro.
Como no primeiro tempo, o Egito veio para a etapa final disposto a arriscar no início. Após cruzamento na área, Meteab dominou a bola e acertou a trave. O rebote parou no pé do veterano Aboutrika, de 33 anos, que bateu firme para diminuir. Em seguida, Salah só não marcou o segundo gol africano porque Marcelo se atirou para interceptar um tiro à queima-roupa.
O Brasil não conseguia mais segurar a bola no campo de ataque e o Egito se impôs de vez. O técnico Mano Menezes, então, trocou Hulk por Paulo Henrique Ganso, mas a alteração não surtiu nenhum efeito prático. O prêmio pela ousadia africana veio com mais um vacilo de Juan e outro gol egípcio. O zagueiro demorou para afastar a bola da área e deixou Salah dominar, balançar o corpo e bater no canto direito de Neto
Alexandre Pato e Danilo entraram nos lugares de Leandro Damião e Sandro, respectivamente, e o Brasil esboçou uma melhora do toque de bola. Paulo Henrique Ganso quase conseguiu diminuir a má impressão em uma cobrança de falta rente à trave esquerda. Neymar também teve um lampejo e parou nas mãos do goleiro El Shenawy. Mas a vitória brasileira terminou mesmo cercada de desconfiança.
EM CARDIFF
Brasil 3
Neto; Rafael, Thiago Silva, Juan e Marcelo; Sandro (Danilo), Rômulo e Oscar; Neymar, Hulk (Paulo Henrique Ganso) e Leandro Damião (Alexandre Pato). Técnico: Mano Menezes
Egito 2
El Shenawy; Ahmed Fathi, Hegazy, Ramadan e Eldin; Hassan, El Neny (Magdy), Gomaa (Shehab Ahmed) e Aboutrika; Mohsen (Salah) e Meteab. Técnico: Tareq Al-Said
Árbitro: Gianluca Rocchi (ITA)
Estádio: Millenium
Gols: Rafael, aos 15, Leandro Damião, aos 25, e Neymar, aos 29 minutos do 1º tempo; Aboutrika, aos 7, e Salah, aos 30 minutos do 2º tempo


