Brasil entra em campo com obrigação de golear
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quarta-feira, 06 de março de 2002
Agência Estado 
Cuiabá - Qual a finalidade de uma partida preparatória para uma Copa do Mundo contra adversário sem qualquer tradição no cenário futebolístico internacional e que, para piorar, ainda vem ao País com seu time B, repleto de atletas amadores? É essa pergunta que o técnico da seleção, Luiz Felipe Scolari, pretende ver respondida após o jogo de hoje às 22h45 (horário de Brasília), no Estádio Governador José Fragelli, em Cuiabá.
Para Scolari, o rendimento do time dentro do campo parece não ser o mais importante hoje. Ele quer analisar, e de certa forma vem fazendo isso, as reações de cada jogador diante da obrigação de ter de fazer muitos gols sem poder sofrê-los e, sobretudo, da pressão dos torcedores, que já deixaram clara a predisposição em pegar no pé do time. Por isso, mais do que o rendimento técnico e físico, o treinador estará atento às reações emocionais de cada um.
Não faço questão de goleada. Estou armando o time para a Copa e não para enfrentar a Islândia, explicou o técnico, que faz uma exigência aos jogadores. Quer todos cantando o Hino Nacional antes da partida. E encarregou um assessor de deixar em cada quarto cópias da letra. O povo adora ver os jogadores cantando o Hino, ressalta Scolari.
Mas o aspecto tático também será considerado. O treinador, por exemplo, quer checar como a dupla são-paulina, sensação do Torneio Rio-São Paulo, formada por Kaká e França, vai se comportar com a camisa da seleção. O meia terá a primeira chance de começar como titular. Seu maior desafio vai ser provar para o técnico que tem personalidade suficiente para continuar no grupo. Já o atacante joga, de uma vez por todas, a possibilidade de integrar a delegação que vai à Copa. Fiquei mais de um ano afastado da seleção e agora preciso aproveitar essa oportunidade de qualquer jeito, observou França, que terá como companheiro de ataque o meia Edílson. Washington perdeu a posição na última hora.
Teste? - Desde o início, a realização desse amistoso foi cercada de desorganização e muita gente batendo cabeça na Confederação Brasileira de Futebol. Primeiro foi a dificuldade em arrumar adversário. Colômbia e Chile, as primeiras opções, não aceitaram. Que culpa temos se desistiram de nos enfrentar?, argumentam pessoas ligadas à CBF.
Em Cuiabá
Brasil
Marcos; Juan, Cris e Anderson Polga; Belletti, Kléberson, Gilberto Silva, Kaká e Paulo César; França e Washington. Técnico: Luiz Felipe Scolari.
Islândia
Arni; Hjalmar, Gunnlaugur, Olafur e Saevar; Einar, Olafur Stigsson, Baldur e Dan; Haukur e Gretar. Técnico: Atli Edvaldsson.
Árbitro: Wagner Tardelli Azevedo (RJ)
Estádio José Fragelli
Horário: 22h45 (de Brasília)


