Brasil enfrentará Espanha sem obrigação do título
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quinta-feira, 27 de junho de 2013
Agência Estado 
Belo Horizonte - A seleção brasileira chegou desacreditada à Copa das Confederações, mas após quatro vitórias em quatro partidas, inclusive na semifinal com o Uruguai, na última quarta-feira, viu esse quadro mudar. Os torcedores, que vaiavam o time antes da competição, hoje aplaudem e manifestam seu apoio a cada hino nacional. No domingo, a equipe de Luiz Felipe Scolari terá que exibir essa mesma confiança se quiser vencer a decisão e chegar ao título.
"Acho que a seleção chega muito bem. Foi uma competição que foi importante para a gente em todos os aspectos, para os jogadores, comissão técnica, torcedores. Estávamos precisando disso. Esperamos dar sequência a esse trabalho. Abraçamos tudo aquilo que o Felipão pediu e estamos no caminho certo. Temos tudo para ganhar, estamos em casa, jogando bem, então vamos confiante para a final", disse o goleiro Julio Cesar.
Se a seleção brasileira chegou à decisão, deve muito ao goleiro, que defendeu um pênalti cobrado por Forlán no primeiro tempo da semifinal, quando o placar ainda apontava 0 a 0. Mesmo um dia depois do feito Julio Cesar seguia comemorando a defesa e tentou explicar a sensação que teve ao executá-la.
"Para o goleiro é o auge, é marcar um gol. Você acaba se sentindo um Neymar, um Fred. A explosão foi nítida no Mineirão. Saiu o pênalti, eu via a desmotivação nos companheiros, o Mineirão calado, todos tensos. Então sabia que tinha que pegar. Peguei, foi como um gol. A torcida explodiu, os jogadores, e isso renova a energia do time. Aquela tensão vira alegria e mais força", lembrou.
Com a evolução da equipe, o goleiro sabe que muitos dos nomes que hoje integram a seleção estarão também na Copa do Mundo. "Sabemos que saímos um pouco na frente pela oportunidade do treinador trabalhar com a gente em longo prazo."
Timidez
O meia Bernard foi uma das surpresas de Luiz Felipe Scolari na convocação para a Copa das Confederações. Nas primeiras vezes em que foi testado, o jogador do Atlético-MG exibiu certo nervosismo, mas, com o passar do tempo, começou a mostrar seu futebol, até ser um dos destaques na semifinal ao entrar no segundo tempo da vitória com o Uruguai. Para ele, o fim de sua "timidez" com a camisa da seleção foi fundamental para este desempenho.
"Chegou um Bernard tímido na seleção, por não conhecer a maioria do grupo, por ter um futebol diferente da maioria dos jogadores, que estão há algum tempo na Europa. Estava acostumado a um ritmo de jogo diferente, que estou tentando me acostumar. Estou há um mês e já deu para pegar muita coisa. Tentei absorver tudo que eu pude e isso fez com que eu pudesse melhorar", declarou.


