Rio - Começou com um 12 a 1 no Japão. Empolgou. Sapecou mais 21 nos inocentes de Ilhas Salomão. Deitou e rolou. Tocou mais sete na Rússia, duro golpe em uma das candidatas ao título. No fim, um 9 a 0 contra os cubanos sacramentou a primeira fase. Quatro jogos, quatro goleadas. ''Todas as nossas vitórias até agora foram incontestáveis'', comenta Falcão.
Pois, a partir de hoje, a história tende a ser diferente. O Brasil faz o jogo de abertura da segunda fase do Mundial de Futsal, às 10h30, contra o Irã, no Maracanãzinho. ''Não foi por acaso que estas oito equipes chegaram até aqui'', diz Falcão, referindo-se às seleções que se mantêm vivas na luta pelo título. ''Todas têm condições de serem campeãs.''
Contra times fortes, goleadas como aquelas da primeira fase devem começar a escassear. ''O torcedor tem que estar atento a isso, não exigir que a gente vá dar espetáculo'', pede o ala Marquinho. Os jogos da seleção brasileira devem passar a ser decididos no detalhe com maior frequência. ''Ganhar de 1 a 0 está bom, com dois resultados destes já passamos de fase.''
E é chegado o momento de craque fazer a diferença. No Brasil, a missão cabe a Falcão. ''Na hora certa, um lance individual pode surpreender e definir uma partida'', analisa o ala. ''É nos jogos difíceis que vou tentar fazer isso.''
A partir da segunda fase, o técnico Paulo César de Oliveira, o PC, deve diminuir as alterações no time durante as partidas - ele estava promovendo um revezamento até o momento - e definir uma equipe de confiança.
O adversário da vez é o surpreendente Irã. ''Tivemos um jogo difícil contra eles no ano passado (vitória por 4 a 2)'', lembra Falcão. Os iranianos chegaram sem alarde e quase protagonizaram a primeira zebra da competição. Aplicaram 3 a 0 no primeiro tempo do jogo contra a Espanha, mas sofreram o empate na segunda etapa.

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