Brasil e Holanda, duas das principais forças da Copa do Mundo, buscam hoje, às 16 horas, o direito de disputar a grande final. Várias são as motivações da Seleção Brasileira para buscar uma vitória no Estádio Vélodrome, de Marselha: superar um adversário de excelente nível técnico, desempatar o confronto que aponta um triunfo para cada uma em Copas, habilitar-se para tentar, domingo, no Estádio da França, em Saint-Denis, a façanha de um quinto título, ter a chance de repetir o feito, conquistado em 1958, de ser a única equipe campeã em outro continente e fechar o século como a representante, incontestável, da principal potência do futebol do planeta.
A Seleção Brasileira tem um desfalque importante: o lateral-direito Cafu, suspenso por ter recebido na partida diante da Dinamarca o segundo cartão amarelo. Em seu lugar, entra Zé Carlos, que só tem alguns minutos de Seleção. Mas o adversário também está desfalcado de dois laterais-esquerdos - um suspenso e outro com fratura na perna.
Essas duas seleções enfrentaram-se na Copa do Mundo de 1974, na Alemanha. Com a vitória por 2 a 0, gols de Neskeens e Cruyff, a Holanda classificou-se para a decisão, deixando ao time de Zagallo o consolo de jogar pelo terceiro lugar. Em 1994, com Zagallo como coordenador-técnico e Carlos Alberto Parreira de treinador, os brasileiros fizeram 3 a 2, gols de Romário, Bebeto e Branco, descontando Bergkamp e Winter para os holandeses. E o Brasil passou para as semifinais. O último confronto foi há dois anos, num amistoso em Amsterdã que terminou com um empate em dois gols. Além desses três jogos, a Holanda ganhou um amistoso em 1963, em casa, e o Brasil outro, em 89, na Holanda.
Muitos dizem que do jogo de hoje sairá o futuro campeão. Os brasileiros não gostam dessas considerações. ‘‘Em Copa do Mundo, o jogo mais difícil é sempre o próximo’’, diz o capitão Dunga.
Para o goleiro Taffarel, parceiro de Dunga no recorde de partidas pela seleção em Mundiais (a dupla completa hoje sua 17ª partida, deixando para trás a marca que Jairzinho detinha há 24 anos), a semifinal de amanhã só é a partida mais difícil por uma razão: ‘‘Porque é importante, pois o vencedor estará na final.’’
Os jogadores treinaram pênaltis no campo do Chateau de Grande Romaine, em Lésigny. Ontem eles fizeram apenas um treino recreativo em Toulon, cidade próxima à concentração da seleção, que fica a 57 quilômetros do Vélodrome. O goleiro Carlos Germano, com dores nas costas, não treinou.
Se o jogo não for decidido nos 90 minutos, haverá prorrogação de 30 minutos (dois tempos de 15), que pode durar muito menos, desde que alguém faça o ‘‘gol de ouro’’, vencendo pelo sistema de ‘‘morte súbita’’. Se persistir o empate, o primeiro finalista será decidido nos pênaltis.

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