Desde que se enfrentaram pela primeira vez, em 1942, a seleção do Equador jamais conseguiu vencer a do Brasil. Foram 20 confrontos, com 18 vitórias brasileiras e dois empates, 74 gols a favor do time nacional e somente 16 contra. Afora a Venezuela, tradicional saco de pancadas futebolístico do continente, o Equador é o único país sul-americano que nunca conseguiu vencer a seleção. Pela perspectiva dos equatorianos, há um dado ainda mais forte: o Brasil é o único país do continente que eles jamais conseguiram derrotar.
As circunstâncias, no entanto, os fazem acreditar que hoje à tarde (17h de Brasília), em jogo válido pelas eliminatórias da Copa do Mundo de 2002, na altitude de Quito (2.850 m acima do nível do mar), a história vai mudar.
O Equador está em festa. Passadas dez rodadas e mais da metade das eliminatórias, a seleção do país está em quarto lugar na tabela, com 16 pontos. Se o torneio classificatório sul-americano acabasse hoje, os equatorianos estariam classificados para a Copa do Mundo pela primeira vez na história.
A seleção local conta com a umidade e a altitude de Quito, tradicional obstáculo para equipes brasileiras. Com o objetivo de minimizar os efeitos da altitude, o Brasil, que treinou em Guayaquil, ao nível do mar, só chegará a Quito horas antes do jogo.
‘‘O Brasil sempre foi favorito, mas essa quarta-feira será um dia diferente. Vamos mudar a história. Ganhar do Brasil é uma ilusão que vamos alcançar. Nossos corações e mentes estão preparados para a vitória’’, disse o técnico do Equador, o colombiano Hernán Darío Gómez, que teve dez dias para preparar seu time – Emerson Leão utilizou apenas dois.
Empatado com o Paraguai na vice-liderança (20 pontos, mas com melhor saldo de gols), o Brasil busca a vitória para manter-se nessa posição.
Há ainda o desafio de começar a dar uma cara à equipe de Leão, que comandará pela primeira vez do banco de reservas a seleção nas eliminatórias. Em sua estréia, na vitória por 1 a 0 sobre a Colômbia, o treinador estava suspenso e viu o jogo das tribunas do Morumbi.
O primeiro confronto entre Brasil e Equador nessas eliminatórias, em abril do ano passado, em São Paulo, terminou em 3 a 2 para a seleção, que acabou vaiada, assim como o então técnico Wanderley Luxemburgo.

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