Brasil enfrenta desconhecidos na Copa
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sábado, 10 de dezembro de 2005
Rodrigo Bueno<br> Folhapress 
Leipzig, Alemanha - Entre o ''céu e o inferno'', o Brasil ficou com a novidade no sorteio dos grupos da Copa da Alemanha. Pela primeira vez desde 1958, na Suécia, o time nacional vai fazer uma primeira fase apenas contra times com os quais nunca jogou em Mundiais.
Croácia, adversário da estréia, no dia 13 de junho, em Berlim, Austrália e o Japão de Zico nunca enfrentaram o Brasil em Copas e acumulam pouca experiência na competição. Somados, eles têm cinco Mundiais no currículo. Entre os cabeças-de-chave, só o México terá adversários com tão pobre vivência em Copas.
Pelo cenário atual, os três estão no bloco intermediário o Japão é o 15º no ranking da Fifa, a Croácia é 20º e a Austrália aparece em 49º.
Em Leipzig, o técnico da seleção, Carlos Alberto Parreira, analisou seus adversários. ''A Austrália marca muito forte e tem muita correria. A Croácia tem um misto de força física com alguma qualidade técnica. O Japão, depois que o Zico assumiu, joga em um 4-4-2 com muita elasticidade e velocidade'', disse Parreira em entrevista à Sportv.
Se não tem o nível de dificuldade baixo da Copa passada, o grupo brasileiro é um oásis de tranquilidade comparado com os encabeçados por Argentina e Itália. Assim como aconteceu na Ásia, os vizinhos sul-americanos ficaram na chave mais dura Holanda, Sérvia e Montenegro e Costa do Marfim, do artilheiro Drogba, serão seus rivais. ''Sem dúvida nenhuma este é o grupo mais difícil'', reconheceu Parreira.
A Itália terá República Tcheca, Gana e Estados Unidos pela frente. Esta é a única chave que reúne três dos 12 melhores times pelo ranking elaborado pela Fifa.
Essa última composição não é boa notícia para o Brasil, já que seu adversário nas oitavas-de-final sairá desse grupo. ''Nosso adversário nas oitavas está praticamente definido entre Itália e República Tcheca. Logo nas oitavas teremos um osso duro pela frente. A Itália evoluiu muito nos últimos tempos'', analisou o treinador da seleção brasileira.
Se os cabeças-de-chave forem avançando, todos como líderes em suas chaves, o Brasil enfrentaria a Espanha nas quartas e Inglaterra ou México nas semifinais.
O jogo de abertura do Mundial acontece no dia 9 de junho, em Munique. Na ocasião, a Alemanha vai enfrentar a Costa Rica. Os anfitriões, aliás, não terão um grupo complicado além do time centro-americano, vão desafiar os vizinhos poloneses e o Equador. ''A Alemanha vai se classificar em primeiro'', avaliou Parreira. Se isso acontecer, e o Brasil também liderar sua chave, estará cumprido o objetivo dos organizadores. Eles fizeram a chave de uma forma que alemães e brasileiros tenham mais chances de se enfrentar apenas na decisão.
Antes de viajar para a Suíça, onde fará parte da sua preparação, o Brasil tem apenas um amistoso agendado em março, provavelmente na Europa, com rival indefinido.


